Ministério das Cidades fica com PP, afirma Dilma em jantar com lideranças

A pasta vinha sendo cobiçada por todos os partidos da base aliada por gerir programas importantes como o Minha Casa, Minha Vida e o de mobilidade urbana

Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

O Ministério das Cidades, uma das pastas mais desejadas do governo, deverá permanecer nas mãos do PP. Pelo menos foi o que informou a presidenta Dilma Rousseff, ao receber lideranças do partido para um jantar na última terça-feira (13) no Palácio da Alvorada. Dilma disse, segundo convidados, que, se depender dela, o PP fica na pasta até 2018. Com a declaração, Dilma também sinalizou que conta com o apoio do partido em sua campanha à reeleição em 2014.

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Segundo participantes do jantar de ontem, Dilma chegou a dizer que a escolha do ministro Aguinaldo Ribeiro foi de iniciativa dela e que considera uma decisão acertada. "Ela (presidenta) disse que se tivesse um nome como Aguinaldo Ribeiro em cada partido seria muito bom", disse ao iG um dos convidados presentes no encontro.

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Quanto ao apoio para 2014, o líder do PP na Câmara, deputado Arthur Lira (AL), disse que o partido está fechado em seguir no apoio à presidenta Dilma Rousseff.

A cobiça pelo Ministério das Cidades atinge praticamente todos os partidos da base, inclusive os maiores, como PMDB e PT. Também foi cogitada pelo PSD, que recebeu do Planalto o sinal de que terá um ministério de Dilma.

A pasta é responsável por gerir os investimentos em mobilidade urbana com vistas a Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2014, no Rio de Janeiro. Também é da alçada do Ministério das Cidades o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que foi uma das principais bandeiras de Dilma na campanha que a elegeu e deverá ter destaque na corrida pela reeleição.

Estiveram no Alvorada com Dilma o presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), o líder do partido na Câmara, deputado Arthur Lira (AL), os ministros Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Aloizio Mercadante (Educação), além do chefe de gabinete da presidenta, Giles Azevedo.

Durante o jantar, a presidenta evitou dar opinião sobre a sucessão na Câmara. Segundo convidados, ela disse que "a posição do Planalto é não interferir e a posição do PT é honrar o acordo feito com o PMDB", que garante o comando da Câmara e do Senado para o PMDB a partir do próximo ano.

O jantar de ontem fez parte de uma série de encontros que a presidenta tem realizado após as eleições municipais que provocaram ranhuras na base do governo. O primeiro jantar foi com o PT e o PMDB, depois com o presidente do PSB, o governador de Pernambuco Eduardo Campos. Nesta semana, Dilma recebeu o prefeito de São Paulo, GIberto Kassab, que preside o PSD, e ontem foi a vez do PP.

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