Kassab quer apoio oficial do PSD à reeleição de Dilma em 2014

Depois de dar seu apoio pessoal à presidenta, Kassab quer que seu partido deixe posição de independência e migre oficialmente para a base do governo; PSD negocia ministério

Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab , declarou seu apoio pessoal à reeleição da presidenta Dilma Rousseff em 2014 e, para levar o apoio oficial do seu partido para a candidatura governista, dará início a uma série de consultas aos diretórios regionais e municipais. Kassab recebeu nesta terça-feira o Prêmio Transparência e Fiscalização Pública, concedido pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Ontem, ele foi recebido para um jantar com a presidenta no Palácio da Alvorada.

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Alan Sampaio / iG Brasília
Kassab recebe prêmio por transparência concedido pela Câmara dos Deputados

O prefeito não identifica resistências, nem mesmo em São Paulo, à ideia de deixar de ser “independente” e se tornar base. No entanto, as consultas atendem a dois objetivos: dar um caráter oficial à decisão e também desvincular esse movimento à oferta sinalizada pelo Planalto de uma pasta para a sigla . “As coisas precisam ser feitas corretamente para que a gente possa ser respeitado”,disse o prefeito.

“Não há resistências locais e falo isso com toda sinceridade. Só que queremos uma posição que seja tornada pública, para que seja respeitada pela opinião pública, por vocês [imprensa]. O que está em jogo é isso”, disse.

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“Pessoalmente, eu defendi e defenderei que o partido caminhe para apoio à reeleição da presidenta Dilma, mas é uma posição pessoal. Eu, como presidente do partido serei o juiz desse processo, vamos respeitar a vontade da maioria do partido. O que a maioria definir será a posição do partido. E a minha pessoal também”, declarou. “Se o partido definir pelo apoio à reeleição da presidenta Dilma é natural que o partido estará alinhado ao governo da presidenta Dilma”, admitiu.

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O PSD, que se oficializou há pouco mais de um ano, tem a quarta maior bancada na Câmara e saiu das eleições municipais entre os quatro maiores partidos nacionais. O partido surgiu como independente, mas esteve ao lado do PSDB no governo de São Paulo e na campanha derrotada de José Serra. A aproximação com o PT e com Dilma começou após a eleição de Fernando Haddad com prefeito de São Paulo.

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