Kassab não deverá assumir ministério de Dilma de olho em 2014

O prefeito tem dito que não quer comandar uma pasta e depois deixar o cargo porque vai entrar na disputa nas próximas eleições; PSD avalia outros nomes

Luciana Lima - iG Brasília |

O nome do PSD para ocupar um ministério de Dilma Rousseff no próximo ano não é o do presidente do partido e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Embora o espaço tenha sido oferecido a ele pela presidenta Dilma Rousseff, de acordo com lideranças do partido, Kassab tem dito que não quer entrar no cargo que terá que deixar para disputar eleições em 2014.

Mesmo assim, os planos de Kassab no próximo ano passam por Brasília. Ele deverá continuar como presidente do partido e terá a incumbência de estruturar a legenda no âmbito nacional. Isso incluirá a instalação de uma sede nacional para a sigla em Brasília e também uma mudança de rumo. O partido deverá passar de “independente” para base do governo.

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Alan Sampaio / iG Brasília
Kassab recebe prêmio por transparência concedido pela Câmara dos Deputados

Já é certo que o partido terá uma pasta do governo Dilma, mas há também o pleito por mais um ministério. Entre as opções discutidas na legenda estão a pasta que cuidará das micro e pequenas empresas, aprovada na semana passada pela Câmara, e a Secretaria de Aviação Civil, criada em março do ano passado.

As duas pastas fazem parte de estrutura da Presidência da República. Um dos nomes mais cotados é o do engenheiro civil, Paulo Simão, do PSB mineiro, homem próximo de Dilma.

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As ambições eleitorais do prefeito também aguardam definições. Ele pode disputar o governo de São Paulo, compor uma chapa como vice, ou ainda, ser candidato ao Senado. Tudo dependerá das articulações que o PSD fará com o governo federal.

Ontem (12), em jantar no Alvorada, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab declarou apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff em 2014 e também assumiu o compromisso de levar o apoio oficial do seu partido para a candidatura governista.

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Hoje (13), Kassab recebeu o Prêmio Transparência e Fiscalização Pública, concedido pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Após a solenidade, ele participou de um almoço com a bancada do partido, a quarta maior da Câmara, na casa do deputado Guilherme Mussi (PSD-SP).

O movimento de migração para a base, na avaliação de lideranças do partido, deve-se, em parte à péssima relação em São Paulo com a ala tucana comandada pelo governador Geraldo Alckmin. “O governo de São Paulo vem nos empurrando ao longo desse tempo todo para a base”, disse um dos líderes do partido.

Aos que estranham a aproximação com o campo governista, os líderes do PSD lembram que os tucanos entraram com processo contra a criação do PSD. Isso não foi feito pelo PT. Quem não queria nossa existência era o PSDB”, disse uma liderança da cúpula do partido.

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