Raupp evita comentar divisão no PMDB na Câmara

As duas candidaturas desenhadas podem colocar em risco a estratégia para comandar a Câmara e o Senado no próximo ano

Luciana Lima - iG Brasília |

O presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), evitou comentar a possível divisão da legenda na Câmara em torno de duas candidaturas à Presidência da Casa: a do líder do partido, Henrique Eduardo Alves (RN) e a da vice-presidenta da Câmara, deputada Rose de Freitas (ES), que na semana passada anunciou seu desejo de entrar na disputa. “Esse é um assunto para a bancada decidir”, disse Raupp.

Agência Brasil
Valdir Raupp prefere não avaliar disputa no PMDB pela Presidência da Câmara dos Deputados

O nome de Alves já tem aprovação da cúpula do partido para representar o acordo firmado com o PT, que garante ao PMDB o comando da Câmara e do Senado no próximo ano. Alves tem lutado para manter o partido unido em torno de seu nome.

Outro desafio de Alves é atingir o chamado “baixo clero”, deputados que não representam lideranças nacionais, mas são numerosos e podem fazer a diferença em uma eleição com voto secreto.

“Não quero uma candidatura que fique na esfera dos líderes. Quero conversar com cada deputado, com as bancadas”, diz Alves.

Saiba mais: Deputada do PMDB promete candidatura alternativa ao comando da Câmara

Já Rose de Freitas afirma ter 40% dos votos do partido. Sua candidatura deixa explicito que não há unidade no PMDB, premissa que Alves vem repetindo há algum tempo.

Com a entrada de Rose de Freitas na disputa, três candidaturas já se desenham. Além dos dois peemedebistas, o deputado Júlio Delgado também está em plena campanha.

Câmara: PMDB e PT firmam acordo para sucessão da Casa

Na semana passada, em jantar com a presidenta Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, as cúpulas do PMDB e do PT ouviram da presidenta sua preocupação com as divisões nas bancadas da base.

O medo, de acordo com peemedebistas, é que essas divisões abram espaço para uma candidatura alternativa, o conhecido na Câmara como “efeito Severino”.

Leia também: Deputados e senadores do PMDB evitam falar em aliança "selada" com PT

A expressão remete a 2005, quando no dia da votação, o chamado baixo clero aproveitou a pulverização de candidaturas e elegeu o pernambucano Severino Cavalcanti (PP) como presidente da Casa.

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