Genoino é condenado a quase 7 anos de prisão por quadrilha e corrupção ativa

STF fixou 2 anos e 3 meses por formação de quadrilha e 4 anos e 8 meses por corrupção ativa; ex-presidente do PT deve cumprir a pena em regime semiaberto

iG São Paulo | - Atualizada às

O Supremo Tribunal Federal (STF) fixou a pena do ex-presidente do PT José Genoino em 6 anos e 11 meses de prisão: 2 anos e 3 meses pelo crime de formação de quadrilha e 4 anos e 8 meses por corrupção ativa no episódio de compra de votos de parlamentares. A pena ainda é provisória, mas, se a somatória for mantida, Genoino deve cumprir a pena em regime semiaberto. A dosimetria definitiva e o regime de cumprimento serão decididos no final do julgamento.

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José Genoino era presidente do PT à época do escândalo de desvio de dinheiro público para compra de apoio político ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso.

O ex-ministro José Dirceu foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa no julgamento do mensalão , na sessão desta segunda-feira no Supremo Tribunal Federal (STF).

Futura Press
Genoino é condenado a mais de 7 anos e deve cumprir pena em regime semiaberto

Barbosa condenou José Dirceu a 2 anos e 11 meses por formação de quadrilha, voto que foi acompanhado por todos os ministros que condenaram o réu. No crime de corrupção ativa no episódio de compra de voto de parlamentares, o relator fixou a pena de 7 anos e 11 meses mais 260 dias multa.

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A sessão desta segunda-feira do julgamento do mensalão teve novo bate-boca entra o relator Joaquim Barbosa e o revisor Ricardo Lewandowski . Barbosa inverteu a pauta e em vez de iniciar a dosimetria do núcleo financeiro, como havia dito na semana passada, deu início à definição da pena do ex-ministro José Dirceu e do núcleo político.

A inversão surpreendeu Lewandowski, que reclamou da falta de transparência de Barbosa. 

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"Vossa Excelência toda hora traz uma surpresa. Está surpreendendo a Corte e a todo mundo", disse o revisor. Barbosa reagiu: "A surpresa que está havendo é a lentidão, esse joguinho. Lewandowski reclamou da insinuação. Barbosa acusou o colega de obstruir o julgamento para tentar atrasá-lo. "Eu é que estou surpreendido com a ação de obstrução de Vossa Excelência. Leu até artigo de jornal", disse o relator.

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Irritado, Lewandowski deixou o plenário e não retornou nem mesmo durante a dosimetria do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, da qual ele participa por ter condenado o réu. Ele também não estava presenta no plenário durante o cálculo das penas atribuídas a Dirceu e Genoino, mas como absolveu os dois réus, não participa da atribuição de penas.

Barbosa afirmou que decidiu iniciar o núcleo político "por ser pequeno e ter apenas seis penas".

**Com Reuters

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