Por royalties, Mercadante vai procurar senadores, prefeitos e governadores

Ministro da Educação diz que tentará reverter derrota do Planalto na votação do projeto na Câmara, que derrubou repasse integral dos recursos para educação

iG São Paulo |

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante , disse que pretende conversar com senadores, prefeitos e governadores para tentar reverter a derrota na Câmara na votação que aprovou nesta semana a nova lei de distribuição dos royalties do petróleo. Mercadante disse que considera "imprescindível" o repasse integral dos recursos para a área de educação, derrubado pelos deputados na votação. "É uma riqueza não renovável e temporária. Ela não pode ser destinada ao inchaço da máquina pública", disse o ministro.

Leia também: Câmara rejeita texto que prevê 100% dos royalties para educação

Agência Brasil
Mercadante voltou a citar Plano Nacional de Educação

A votação realizada nesta semana abriu uma sucessão de apelos dirigidos ao Palácio do Planalto em referência ao projeto.  Ontem, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que, sem os recursos destinados ao seu Estado pelo modelo atual, não terá condições de sediar jogos da Copa do Mundo de 2014 e competições da Olimpíada de 2016. Hoje, ele voltou a pedir a Dilma que vete o item da lei que trata de mudanças nas concessões vigentes e disse que não conseguirá pagar, por exemplo, dívidas com a União.

Outro governador, Cid Gomes, do Ceará, pediu a Dilma que não vete o projeto. E, logo antes de almoçar com Dilma em Brasília, ainda ironizou as declarações de Cabral sobre a nova lei. Cid disse que se dispõe a sediar em seu Estado eventos da Copa e da Olimpíada , caso seu colega do Rio enfrente algum problema nesse sentido.

Mercadante, por sua vez, voltou a dizer a Câmara dos Deputados aprovou o Plano Nacional de Educação, que prevê dobrar o investimento em educação em dez anos, mas não definiu uma fonte de recursos para o projeto. "Não basta dizer onde nós devemos chegar, tem que dizer como chegaremos lá, qual a fonte do orçamento que vai aumentar a fonte para educação", queixou-se Mercadante.

*Com informações da Agência Brasil

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