Relato foi feito pelo governador do Ceará após almoço com a presidenta no Palácio da Alvorada, nesta quinta-feira

Empenhada em afinar a relação com a base aliada, a presidenta Dilma Rousseff disse ao governador do Ceará, Cid Gomes, que quer acabar com "ruídos" na relação entre o PT e a sigla aliada. A afirmação foi relatada por Cid nesta quinta-feira, após participar de um almoço com a presidenta no Palácio da Alvorada. "Eu quero que acabe com qualquer ruído do PT com o PSB", afirmou a presidenta, conforme relato do governador.

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Cid voltou a dizer que PSB quer vice em 2014
AE
Cid voltou a dizer que PSB quer vice em 2014

Ainda de acordo com Cid, Dilma afirmou ter acertado com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que é presidente nacional do PSB, que fará uma reunião com os novos prefeitos do partido e os governadores, num gesto em favor de uma boa relação. Ontem, o iG informou que a presidenta e Campos já preparam um encontro, no qual devem discutir a composição para a corrida de 2014. 

Na saída do almoço, Cid também voltou a alfinetar o PMDB ao defender que a vice de Dilma fique com o PSB na próxima eleição . Nas últimas semanas, Dilma vem se dedicando às negociações para afinar também o relacionamento com o PMDB. As conversas passam por mudanças na Esplanada dos Ministérios e pelo acordo para que os peemedebistas fiquem com o comando da Câmara e o Senado. 

"Nós temos projetos que muitas vezes são antagônicos. O PMDB já será contemplado com a presidência da Câmara e do Senado no ano que vem e, por isso, entendemos que a vice-presidência da República para as eleições de 2014 seja do PSB, com Eduardo Campos". Segundo o governador, Dilma não fez nenhum comentário sobre essa proposta, mas reiterou que o partido é um aliado do governo e espera que qualquer problema entre PT e PSB seja eliminado.

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Cid não quis alimentar as especulações em torno de um eventual projeto do PSB de disputar a corrida presidencial de 2014. Segundo ele, o plano do partido para concorrer ao Palácio do Planalto não se refere a 2014, mas sim 2018. Assim, segundo ele, Eduardo Campos terá mais tempo de andar mais pelo Brasil e se aprofundar nos problemas do País.

*Com Agência Estado

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