Governador do Ceará ironizou declaração do governador do Rio e disse que seu Estado pode realizar Copa e Olimpíadas se o colega tiver problemas para fazê-lo

Agência Estado

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), disse nesta quinta-feira, que o Rio de Janeiro não terá a perda que está proclamando com a nova fórmula de rateio dos royalties do petróleo, aprovada nesta semana pela Câmara. "É exagero do ( Sérgio ) Cabral", disse Gomes. "Se ele ( Cabral ) tiver problema no Rio, nós, do Ceará, poderemos fazer tanto os jogos da Copa quanto a Olimpíada", disse Gomes, referindo-se às declarações do governador Sérgio Cabral (PMDB), de que, com a nova divisão dos royalties os dois eventos esportivos no Rio ficariam prejudicados.

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Cid Gomes ironizou fala de governador do Rio
AE
Cid Gomes ironizou fala de governador do Rio

Antes de almoçar nesta quinta-feira com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio da Alvorada, Cid Gomes disse que vai reiterar o pedido para que não ela não vete a proposta de distribuição dos royalties de petróleo. "Foi uma decisão da maioria da Câmara e do Senado", justifica o governador. Segundo ele o que faltou no projeto foi reforçar que os recursos dos royalties seriam destinados totalmente à educação, mas que isso pode ser feito por meio do Plano Nacional de Educação (PNE).

Cid Gomes reconhece que a presidente Dilma está sob pressão dos Estados produtores de petróleo. "Ela está numa situação de muita pressão. E agora é a gente que vai pressionar, no bom sentido, para que ela não vete". Gomes disse que em rápida conversa com a presidente, ela manifestou preocupação com algumas inconsistências no texto. Citou como exemplo a incorreção na tabela de distribuição dos royalties. Mas sobre essa questão, lembrou o governador, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), já informou que o projeto aprovado chegará corrigido ao Palácio do Planalto.

Pedido

Na saída do almoço, Cid confirmou que pediu a Dilma que não vete o projeto de distribuição de royalties do petróleo. Segundo o governador, a presidenta disse que o material está sendo "minuciosamente estudado pelo governo". Cid Gomes acrescentou que, na visão da presidenta, "esta não é uma questão pacífica".

Sobre as queixas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo em relação ao projeto, Cid disse que os dois Estados fizeram uma ampla movimentação popular à época da discussão das propostas e que essa ideia já foi derrotada duas vezes. "A solidariedade que ela ( Dilma ) poderia ter em relação ao Rio, ela já teve. Pela segunda vez, foi decidido pelo Congresso, no Senado de forma quase unânime e na Câmara por ampla maioria, que a divisão tem de ser entre todos", afirmou.


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