Ayres Britto disse que mudanças na metodologia aplicada por Joaquim Barbosa devem dar mais celeridade ao julgamento

Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, disse acreditar que a fase de fixação das penas da Ação Penal 470, o processo do mensalão, será mais ágil a partir de hoje (7). O julgamento foi retomado nesta tarde depois de quase duas semanas de intervalo, com a continuação das discussões sobre as penas do réu Ramon Hollerbach, ex-sócio do publicitário Marcos Valério.

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O presidente do STF, Ayres Britto
Fellipe Sampaio/SCO/STF
O presidente do STF, Ayres Britto

“O clima, nesta semana de reflexão, de trégua mental, nos levou a repensar a própria metodologia de trabalho. O ministro Joaquim me antecipou que vai inovar um pouquinho na metodologia. Isso nos anima a supor, a acreditar que nas próximas quatro sessões, talvez uma quinta sessão extraordinária, quem sabe, deveremos concluir”, disse Britto.

Britto irá se aposentar compulsoriamente na próxima semana ao completar 70 anos, e tem apenas mais quatro sessões ordinárias para discutir o mensalão – haverá uma sessão extra nesta sexta-feira (9), mas a Ação Penal 470 não está na pauta. A última sessão ordinária do presidente será no dia 14 de novembro, mas ele ainda estuda convocar uma sessão extraordinária para o dia 16, seu último dia de trabalho na Corte, para discussão do mensalão.

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De acordo com Britto, uma das inovações metodológicas que poderá agilizar o julgamento é a economia no relato dos fatos, pois eles já são conhecidos. O ministro disse que foi acertado nos bastidores que na semana que vem haverá uma espécie de “mutirão” para agilizar o julgamento.

Edição: Carolina Pimentel

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