PMDB de Minas ganhará pasta no governo

Além da recompensa pelo apoio dado ao PT em Belo Horizonte, partido já tem garantia de ampliar seu espaço nos ministérios; hoje, PMDB tem cinco pastas

Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

Depois de abrir mão de ter um candidato próprio e apoiar a candidatura petista à Prefeitura de Belo Horizonte, o PMDB mineiro ganhará como recompensa uma pasta no governo da presidenta Dilma Rousseff . Dois nomes já estão colocados pelo partido: o do deputado Leonardo Quintão, que desistiu da candidatura a pedido de Dilma, ou do ex-deputado Aloísio Vasconcelos, que foi candidato a vice na chapa derrotada liderada pelo petista Patrus Ananias .

O PMDB não considera interessante receber o Ministério dos Transportes, pasta que foi 'esvaziada' após a criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que cuida da integração do sistema de transporte no país. Mais interessante é ter a presidência da própria estatal, hoje comandada por Bernardo Figueiredo, ou outra empresa do governo.

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Na próxima terça-feira (6), Dilma Rousseff receberá para um jantar no Palácio da Alvorada as lideranças políticas do PT e do PMDB. O convite é para uma avaliação do resultados das eleições, no entanto, o novo desenho da Esplanada dos Ministérios deverá ser tema importante das conversas.

Para o jantar foram convidados o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), o vice-presidente Michel Temer, o presidente do PT, Rui Falcão, além dos líderes dos dois partidos na Câmara e no Senado.

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A vaga para o PMDB de Minas Gerais é apenas uma das mudanças da reforma que a presidenta fará no próximo ano. Embora o Planalto ainda trate do assunto de forma discreta, a sigla, do vice-presidente Michel Temer (SP), já tem a garantia de ampliação de seu espaço. Hoje, considerando o tamanho do partido e sua condição na aliança, a sigla se vê subrepresentada no governo de Dilma. O partido tem cinco pastas: Minas Energia, Agricultura, Previdência, Turismo e Assuntos Estratégicos.

O partido espera ainda abrigar o deputado federal Gabriel Chalita na pasta da Educação ou de Ciência e Tecnologia. Chalita perdeu as eleições em São Paulo e declarou, no segundo turno, apoio ao prefeito eleito Fernando Haddad.

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Nas previsões do partido, a pasta da Agricultura permanecerá comandada pelo ministro Mendes Ribeiro, que, por problemas de saúde, desistiu de assumir a liderança na Câmara. O ministério de Minas e Energia também deverá permanecer com o ministro Edison Lobão, pelo menos até seis meses antes da eleição de 2014, quando tem início o prazo de desincompatibilização. Lobão, que está licenciado por problemas de saúde, é o nome do PMDB ao governo do Maranhão.

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