ACM Neto chama ex-governador da Bahia para coordenar transição em Salvador

Prefeito eleito da capital baiana disse que seus primeiros dias de governo serão pautados por medidas 'pouco populares', como cortes de cargos de confiança e revisão de contratos

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O ex-governador Paulo Souto (DEM) será o coordenador da equipe de transição do prefeito eleito de Salvador, ACM Neto (DEM). O anúncio foi feito no fim da tarde desta quinta-feira, na primeira reunião entre Neto e o atual prefeito, João Henrique Carneiro (PP). "Souto tem grande experiência administrativa, além de ter sido o coordenador do meu programa de governo", justificou o prefeito eleito. "Estamos nos preparando para que o trabalho (da equipe de transição) comece na segunda-feira."

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Neto disse que seus primeiros dias de governo serão pautados por medidas "pouco populares", como cortes de cargos de confiança e revisões de contratos, para que haja verbas para "intervenções urgentes" na cidade. Ele disse que busca auxílio de uma consultoria externa para elaborar uma nova estrutura administrativa no município. "Estamos buscando experiências bem-sucedidas no País e no exterior", contou. "Estive hoje, por exemplo, com o prefeito (reeleito) do Rio, Eduardo Paes, para trocar informações. Acho que é um bom exemplo, uma boa referência de administração." Para o prefeito eleito, os estudos têm de ser feitos rapidamente porque "as medidas estruturantes" precisam ser tomadas "logo no começo" do governo.

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Neto voltou a dizer que vai buscar parcerias com os governos federal e estadual, mas voltou atrás na afirmação, feita logo depois de ser eleito, de que procuraria o vice-presidente Michel Temer para ter um canal de comunicação com o governo federal - ele foi apoiado, no segundo turno, pelo PMDB baiano, que é oposição ao governo petista de Jaques Wagner. De acordo com ele, agora será seguida a hierarquia política na interlocução com outras esferas de poder. "Estou me reunindo hoje com o prefeito João Henrique e temos a expectativa de, na semana que vem, conversar com o governador Jaques Wagner", disse. "A partir dessa conversa, vamos definir o caminho de interlocução com o governo federal."

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