PT do Rio diverge sobre participação no governo de Eduardo Paes

Partido tem o vice-prefeito, mas lideranças acreditam que ficar a reboque do PMDB é não construir um nome para 2014

Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

Há divergências fortes no PT do Rio de Janeiro sobre a postura que o partido deve adotar em relação à administração do prefeito reeleito Eduardo Paes (PMDB). Enquanto uma parte quer participar do governo e até ampliar o número de pastas na administração da cidade, outra quer desembarcar da administração peemedebista para construir um caminho próprio para 2014.

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Claudia Dantas
Ala petista avalia que ficar no governo de Paes seria ficar a reboque do PMDB

A deputada Benedita da Silva defende a ampliação do espaço do partido na administração de Paes. Neste primeiro mandato, o PT ocupa as pastas de Habitação e Desenvolvimento Econômico. “Tivemos essas duas secretarias sem termos ajudado em sua primeira eleição, nada mais justo que tenhamos uma participação maior agora”, defende a deputada. O PT tem ainda o vice-prefeito eleito, Adilson Pires. “As conversas estão ocorrendo com muita tranquilidade”, diz Benedita.

Já o deputado Alessandro Molon defende que o partido se retire da administração de Paes e procure reconquistar espaço para lançar um candidato próprio em 2014 ao governo do Estado. “O meu desejo é que o PT do Rio de Janeiro não participe do governo de Eduardo Paes e busque reencontrar o caminho. Ficar a reboque do PMDB tem nos prejudicado”, destacou o deputado.

O apoio do PT a Paes foi costurado no plano nacional, como parte da aliança considerada prioritária pelo Planalto entre PT e PMDB. Esse acordo tem repercussão direta na candidatura da presidenta Dilma Rousseff à reeleição. A presidenta não participou de comício, mas gravou apoio para o programa eleitoral de Paes.

Lindbergh x Sérgio Cabral

A postura do governador Sérgio Cabral (PMDB) de lançar seu vice, Luiz Fernando Pezão, como o nome para o Palácio Guanabara em 2014, assim que a reeleição de Paes no primeiro turno foi confirmada, serviu também para acirrar os ânimos dos petistas insatisfeitos com a aliança. “Não acredito que alguém do PT vai apoiar a candidatura de Pezão”, reclamou Molon. A atitude de Cabral se contrapõe às pretensões do senador Lindberg Faria de ser o nome da aliança para 2014.

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O espaço político perdido pelo PT no Rio de Janeiro é justamente o espaço ocupado pelo candidato do PSOL, Marcelo Freixo , que ficou em segundo lugar na disputa. “O crescimento da candidatura dele é consequência da ausência do PT em um espaço que sempre foi dele, de crítica, de esquerda”, defendeu Molon. O candidato do PSOL teve 914 mil votos.

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