Partidos nanicos ganham 40% mais prefeituras

Juntos, eles aumentaram o número de prefeituras de 370 para 516; nanicos se concentram em Estados onde já tinham representação e não avançam para outras regiões do País

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Os partidos nanicos ganharam poder nas eleições de 2012 . Juntos, eles aumentaram o número de prefeituras de 370 para 516, um crescimento de 40%. Entre os grandes partidos, apenas o PSB conseguiu resultado tão bom, com um acréscimo de 42% em cidades conquistadas. No total, foram eleitos prefeitos de 15 partidos nanicos, que têm hoje menos de 100 prefeituras cada. Desses 15, 14 cresceram.

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Mas essa evolução não significa que houve uma pulverização dos partidos pequenos pelo Brasil. Na maior parte dos casos, os nanicos se concentraram nos Estados onde já tinham representação e se expandiram muito pouco para outras regiões do Brasil. É um indicativo da dependência de lideranças partidárias estaduais e da dificuldade de criar quadros.

Este é o caso do PV, que encabeça a lista dos nanicos. Neste ano, a sigla conseguiu 22 vagas de prefeito a mais, um crescimento de 30%. Metade desse aumento ocorreu nos três Estados onde se concentram 75% dos atuais prefeitos do partido: São Paulo, Maranhão e Minas Gerais. A partir do ano que vem, estes Estados continuarão a ser responsáveis por 70% das prefeituras verdes.

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O mesmo aconteceu com o PRB, partido ligado à Igreja Universal. Das 24 prefeituras que o partido obteve a mais neste ano, 19 estão no Maranhão, Ceará e Minas Gerais. Hoje, estes três Estados concentram sete entre dez prefeitos do PRB.

Já o PSC, apesar de ter perdido Curitiba no 2.º turno com o candidato Ratinho Júnior, fortaleceu lideranças estaduais e cresceu em número de prefeituras no Paraná.

A lista de nanicos com representação municipal também ganhou dois novos partidos neste ano. O PPL, fundado em 2009, elegeu 12 prefeitos, metade em Minas e no Ceará. O PSOL também conquistou duas prefeituras pela primeira vez, sendo uma capital, Macapá. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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