PT perde Diadema, mas mantém ‘cinturão vermelho’ em São Paulo de olho em 2014

Partido venceu em três das quatro cidades em que disputava o segundo turno na Grande São Paulo; resultado deve estabelecer a plataforma para a disputa do Palácio dos Bandeirantes

iG São Paulo |

O PT venceu neste domingo (28) em três das quatro cidades em que disputava o 2.º turno na Grande São Paulo. O melhor resultado do partido foi a recuperação da Prefeitura de Santo André, segunda maior cidade do ABC paulista. Mas sofreu um revés histórico em Diadema, onde elegeu o primeiro prefeito da história do PT, em 1982. O partido também conseguiu se manter no governo por mais quatro anos em Mauá e Guarulhos.

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A sigla manteve, assim, o chamado "cinturão vermelho" no entorno da capital, onde também saiu vitorioso com Fernando Haddad . Como comanda as duas maiores cidades do Grande ABC (São Bernardo do Campo e Santo André), além de Guarulhos e Osasco, o PT deve estabelecer no cinturão a plataforma para a disputa do Palácio dos Bandeirantes contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB) em 2014. “O PT chega em 2014 com uma posição completamente diferenciada na sua história. Talvez em sua melhor maneira", disse o prefeito reeleito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), cotado para o embate com Alckmin.

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Vencedor em Santo André, o deputado estadual Carlos Grana (PT) recebeu telefonema da presidenta Dilma Rousseff tão logo a vitória foi decretada, por 204 mil votos (53,92%) ante 174 mil (46,08%) do atual prefeito Aidan Ravin (PTB) - apoiado por Alckmin. Grana comemorou a vitória com Marinho e a ministra do Planejamento, Miriam Belchior. Disse que espera ser atendido "com gentileza" por Aidan, a quem acusou de não ter se empenhado na campanha e depois "entrado em desespero.

Em Guarulhos, o prefeito Sebastião Almeida (PT) tinha apoio majoritário, até mesmo do DEM, e venceu com 344 mil votos (60,73%) ante 222 mil (39,27%) de Carlos Roberto (PSDB).

Diadema deu a vitória a Lauro Michels (PV), com 145 mil (60,44%) votos, ante 94 mil (39,56%) do atual prefeito, Mario Reali (PT). Foi a primeira vez, em 30 anos, que um candidato sem ligação com o PT venceu na cidade.

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Apoiado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), Michels formou uma frente antipetista e adotou o discurso do "novo". Vereador por dois mandatos (2004-2012), terá em 2013 orçamento previsto de R$ 1,015 bilhão. “Chegamos com um projeto inovador e o povo aderiu em massa", disse, após votar na Escola Estadual Filinto Muller, no centro.

Ex-tucano, ele deixou a legenda para concorrer ao Executivo, porque o ex-prefeito José Augusto era contrário à sua candidatura em favor de sua mulher, Maridite de Oliveira (PSDB). O apoio dela - que teve 21 mil votos no 1.º turno - ajudou na vitória do verde, porque Reali havia liderado com 105 mil, 11 mil a mais do que os 94 mil de Michels.

Nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em comícios, recuperou a disputa a favor de Reali. Dirigentes petistas viram erros na estratégia de comunicação. Para Reali, Diadema tem "uma história de transformação que se confunde com a do PT".

*Com Agência Estado

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