PMDB tem hegemonia ameaçada em Campo Grande

Há 16 anos governando a capital do Mato Grosso do Sul, legenda de Edson Giroto corre o risco de perder para o PP de Alcides Bernal

Nivaldo Souza - iG Brasília |

Os 561,6 mil eleitores de Campo Grande chegam neste domingo (28) às urnas ameaçando a hegemonia do PMDB na capital do Mato Grosso do Sul. O partido está à frente da cidade do Centro-Oeste há 16 anos e, agora, vê a predominância ameaçada pelo PP. As últimas pesquisas apontam uma vitória de Alcides Bernal (PP) sobre Edson Giroto (PMDB).

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Bernal venceu o primeiro turno com 40,18%, enquanto Giroto obteve 27,99%. O PMDB chegou à Prefeitura de Campo Grande pela primeira vez em 1996, após a vitória do ex-deputado e atual governador André Puccinelli.

Divulgação
Giroto tenta manter controle da capital nas mãos do PMDB

A capital sul-mato-grossense é um dos redutos pemedebistas no País. A abstinência no primeiro turno atingiu 16,5%, somando mais de 92,6 mil ausências nas urnas. A cidade registrou ainda 11.345 votos em branco (2,42%) e 18.843 nulos (4,02%).

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A dificuldade de renovação no PMDB esbarrou na habilidade midiática do radialista e deputado estadual Bernal, cuja prinicipal adesão tem sido dos jovens. Entre eleitores de 25 a 29 anos, a intenção de votar nele atinge 77%. Giroto tem distantes 20%, segundo o Ibope.

O candidato do partido liderado pelo deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) avança em outro grupo importante de eleitores: os de baixa renda. Bernal tem 73% da preferência entre pessoas com renda de até dois salários mínimos.

PT x PMDB

Em Campo Grande, PP e PT estão juntos. Já o PMDB se aproximou do PSDB. A cidade é um dos pontos de tensão entre o PMDB do vice-presidente Michel Temer e o PT da presidenta Dilma Rousseff.

A briga entre as siglas nasceu em 1996, quando Puccinelli e Zeca do PT disputaram a prefeitura. Naquele pleito, Zeca perdeu no segundo turno. Dois anos depois, em 1998, o petista levou o governo do estado.

Zeca se elegeu neste ano como o vereador mais votado da cidade, com 13.010 confirmações nas urnas. O desempenho, contudo, não ajudou o PT a ocupar mais do que três cadeiras na Câmara Municipal. os petistas ocupavam dois lugares. Neste ano, o Legislativo de Campo Grande cresce de 21 para 29 vereadores.

O PMDB encolheu a presença na Câmara de seis para cinco lugares e viu o crescimento de oponentes como o PSD e do PT do B, que obtiveram três vagas cada. Outros quatro partidos passam a ocupar duas vagas: PSDB, PR, PP e PSL. Sete legendas têm um vereador cada: PPS, PTB, PSB, DEM, PSC, PRB e PDT.

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