Kassab nega que seu alto índice de rejeição tenha prejudicado Serra

Prefeito de São Paulo votou pouco antes das 9h e evitou falar sobre apoio do PSD a Dilma após as eleições e eventual ministério em 2013

Bruna Carvalho - iG São Paulo |

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, negou neste domingo que seu alto índice de rejeição tenha prejudicado o candidato que apoia, o tucano José Serra . Kassab votou pouco antes das 9h, no Colégio Santa Cruz, mesmo local de votação de Serra. “O que está em jogo não é minha avaliação, são os candidatos e seus compromissos com o futuro. A cidade não está olhando para trás, está olhando para frente”, afirmou o prefeito. Em pesquisa recente, 42% dos eleitores classificaram a administração Kassab como ruim ou péssima.

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Kassab chegou ao colégio Santa Cruz, na região de Alto de Pinheiros, um pouco antes das 9h, acompanhado do vice-governador Guilherme Afif Domingos.

O prefeito afirmou que sua administração deixou a cidade melhor e com recursos em caixa e que, nesses próximos dois meses que antecedem a posse do novo prefeito, estará à disposição independentemente de quem for eleito. “O grupo de transição será coordenado pelo secretário de governo. Eu estarei à disposição do próximo prefeito para que eu possa transmitir a ele diretamente as informações para que no dia 1º de janeiro, o prefeito e sua equipe estejam habilitados para administrar a cidade de São Paulo para que ao longo dos próximos anos ela possa ser feliz”, disse Kassab.

Nas últimas pesquisas, divulgadas no último sábado, Haddad aparece como favorito na disputa. No Ibope o petista tem 59% dos votos válidos contra 41% de Serra e, no Datafolha, Haddad teve 58% dos votos válidos, e Serra, 42% .

Questionado sobre se aceitaria um ministério no governo Dilma a partir do ano que vem, Kassab desconversou. “O partido é independente. Enquanto ele não tiver uma posição muito clara em relação a 2014, vai continuar independente.

O prefeito afirmou que a partir de janeiro de 2013 as decisões começaram a ser amadurecidas em relação a eventual apoio ao governo Dilma. “Nós não podemos ter uma definição em relação à participação no governo. Se você não estiver muito convencido do futuro da participação do partido nos projetos políticos”, disse.

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