Disputa acirrada contrapõe DEM e PT na disputa pela Prefeitura de Salvador

Após saírem do primeiro turno com apenas 5 mil votos de diferença, ACM Neto e Pelegrino voltam às urnas para definir comando da capital baiana neste domingo

João Paulo Gondim - iG Bahia |

Ao ser decidida neste domingo, a eleição para a Prefeitura de Salvador dará um desfecho a uma polarização que há muito tempo não se via. O deputado federal ACM Neto (DEM) saiu do primeiro turno da disputa com 40,17% dos votos válidos ante 39,73% do também deputado federal Nélson Pelegrino (PT), uma diferença de apenas cinco mil votos. No levantamento da última pesquisa Ibope, ACM teve 48% das inteções de voto contra 40% de Pelegrino .

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Divulgação
ACM Neto repete que projetos vão garantir recursos necessários para a capital

Tão logo foi conhecido o resultado das urnas, os candidatos partiram em busca de apoio. A ACM Neto buscou o endosso da seção baiana do PMDB, em acordo costurado pelos líderes do partido no Estado - os irmão Lúcio e Geddel Vieira Lima. De acordo com o candidato do DEM, o PMDB será o caminho para sua interlocução com o governo federal.

Pelegrino, cuja composição de chapa no primeiro turno abrigou 15 partidos, conta, agora, com o apoio de outras três legendas. Ele obteve o endosso de Mário Kertész (ex-PMDB), Márcio Marinho (PRB) e Rogério Tadeu da Luz (PRTB), todos candidatos derrotados no primeiro turno. O único ex-postulante que optou por permanecer neutro neste segundo turno foi Hamilton Assis (PSOL).

O DEM investe pesado para viabilizar o retorno do carlismo, ainda que repaginado, à administração municipal. Salvador é a única grande capital em que o partido tem chances concretas de vitória. O partido já venceu em Feira de Santana, mas a eleição em Salvador daria musculatura para o partido tentar se reposicionar para a eleição de 2014.

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Empenhado em ser primeiro petista a comandar a prefeitura, Pelegrino investe no alinhamento com os governos federal e estadual

A depender do resultado das urnas, a capital baiana está diante de dois projetos distintos na eleição deste domingo. Na dianteira das últimas pesquisas de intenção de voto, ACM Neto tem insistido na afirmação de que cidade "pode andar com as próprias pernas", ou seja, não é necessário que o prefeito seja aliado político do governador Jaques Wagner, do PT, ou da presidenta Dilma Rousseff, também petista. Ele diz possuir "bons projetos" para a capital baiana, que permitirão atrair recursos federais e estaduais. "Salvador não vai ser perseguida", diz ACM Neto.

Nélson Pelegrino, por sua vez, pode vir a ser o primeiro prefeito petista da história da cidade, caso saia vitorioso das urnas. Esta é a sua quarta tentativa. Em 1996, 2000 e 2004, perdeu. Para que isso aconteça, ele repete como um mantra a expressão ''time de Lula". De acordo com o candidato, investimentos e grandes reformas são possíveis apenas com alinhamento político com Wagner, Dilma, e até Lula, que já não exerce mais cargo público. Dilma e Lula, inclusive, estiveram em Salvador, onde subiram no palanque e pediram votos para Pelegrino.

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