Carlos Eduardo e Hermano disputam Prefeitura de Natal de olho em 2014

Com altas rejeições da governadora Rosalba e da prefeita Micarla, novo prefeito pode se qualificar como forte candidato ao governo

Raphael Gomide iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

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Hermano (E) e Carlos Eduardo: uma vitória neste domingo pode qualificar o prefeito para disputar o governo do Estado

De olho na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte em 2014, o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) é favorito nas pesquisas para vencer a disputa contra Hermano Morais (PMDB) em Natal (RN), neste domingo. Segundo o Ibope, Carlos Eduardo tem vantagem nos votos válidos, com 61% a 39%.

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Quem vencer se cacifará para concorrer ao governo do Estado em 2014, uma vez que dominará a capital e sua máquina política, e a governadora Rosalva Cialini (DEM) enfrenta alta rejeição (63%) e pode chegar enfraquecida à disputa. Situação semelhante ocorreu neste pleito: após se eleger no primeiro turno para Natal em 2008, a prefeita atual, Micarla de Sousa (PV) viu-se forçada a desistir de concorrer este ano porque sua rejeição de 82%, a maior do Brasil, inviabilizaria sua candidatura.

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Com esse cálculo eleitoral imediato e futuro, os dois concorrentes buscaram durante toda a campanha se afastar ao máximo tanto de Micarla quanto de Rosalba. A governadora Rosalba já avisou que manterá neutralidade no segundo turno, o que é bem-vindo pelos candidatos, que temem agregar rejeição a suas imagens.

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Carlos Eduardo é o favorito na disputa de Natal, segundo as pesquisas

Sem tantos candidatos fortes no plano estadual, a vitória na capital seria um grande impulso para eventual disputa para o governo.

Em 7 de outubro, Hermano contrariou as pesquisas, que apontavam Carlos Eduardo com 51% das intenções de voto e forçou o segundo turno, obtendo 23% contra 40,4% do rival. A vantagem de Hermano sobre o terceiro colocado, o petista Fernando Mineiro, foi muito pequena, de apenas 0,4%. O PT agora apoia Carlos Eduardo.

Neste segundo turno, ele cresceu mais, proporcionalmente, mas, de acordo com as pesquisas, ainda não o suficiente para vencer.

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