Pedetista conseguiu uma arrancada surpreendente no final do primeiro turno e segundo turno na capital paranaense

Após ser descartado em todas as pesquisas de intenção de voto em uma eventual disputa no segundo turno, o pedetista Gustavo Fruet é hoje o favorito para vencer as eleições em Curitiba, capital do Paraná. A virada do ex-deputado federal ocorreu justamente na reta final do primeiro turno e, hoje conforme as pesquisas de intenção de voto, consolidou-se no segundo turno.

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Fruet disparou na reta final do primeiro turno e deixou Ratinho Júnior para trás
Divulgação
Fruet disparou na reta final do primeiro turno e deixou Ratinho Júnior para trás

A tônica da campanha deste segundo turno foi a troca de acusações entre os dois candidatos. Ratinho Júnior criticou o adversário em programas eleitorais e debates acusando o adversário de ter distribuído panfletos apócrifos em Curitiba contra a candidatura do deputado federal. Fruet também atacou a falta de experiência de Ratinho Júnior alegando, inclusive, que não “voltou de Brasília com concessões de rádio e TV”, fazendo referência à família Massa.

As campanhas em rádio e TV também exploraram a trajetória de ambos como deputados federais. E uma das maiores polêmicas nesse segundo turno foi uma discussão entre Fruet e o deputado federal Fernando Francischini (PEN), já escalado por Ratinho Júnior como provável secretário municipal de segurança. Francischini prometeu instalar 75 módulos fixos da Guarda Municipal em toda a cidade. Fruet rebateu a proposta afirmando que a capital paranaense não precisaria de um “Batman” na sua propaganda eleitoral. O deputado federal rebateu as críticas afirmando que o candidato a prefeito era um “Coringa”, por ter mudado de grupo político mais de uma vez nos últimos anos.

Apesar de seu partido ser coligado com o PT, Gustavo Fruet não teve oficialmente o apoio do ex-presidente Lula ou da presidenta Dilma Rousseff. O primeiro não entrou na campanha do pedetista a pedido do apresentador Ratinho, pai de Ratinho Júnior. Dilma não fez palanque em nenhuma campanha que envolvesse disputa entre candidatos de partidos da base.
No entanto, Fruet contou com adesões periféricas de cinco ministros: José Eduardo Cardozo (Justiça), Paulo Bernardo (Comunicações), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Alexandre Padilha (Saúde) e Brizola Neto (Trabalho).

Ratinho Júnior, considerada a maior surpresa do primeiro turno nas eleições em Curitiba, perdeu fôlego aos poucos. Nos últimos dias, o próprio candidato já deu declarações a jornais locais sinalizando que “jogou a toalha”. Em entrevista ao jornal Gazeta do Povo , ele disse que o discurso excessivo de “mudança” afastou potenciais eleitores que votaram no primeiro turno no prefeito Luciano Ducci (PSB). Júnior também declarou que é alvo de preconceito porque é mais novo e por não ser de uma família tradicional curitibana. Ele culpou até o apelido “Ratinho Júnior” não ter conquistado potenciais eleitores nas classes A e B, tradicionalmente mais alinhados ao grupo do governador Beto Richa.

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