PSDB e PDT lideram em mais capitais neste segundo turno, segundo pesquisas

As duas legendas lideram na maioria das 17 capitais na véspera do segundo turno da eleição municipal

Brasil Econômico - Rafael Abrantes | - Atualizada às

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O PSDB deve ampliar o número de capitais sob sua administração no segundo turno das eleições este domingo. De acordo com as últimas pesquisas, o partido é favorito em três capitais: Manaus, Teresina e Belém. Resultados positivos nestas cidades se somariam à conquista tucana da Prefeitura de Maceió (AL), no 1º turno. Ao todo, serão 17 capitais à espera de um novo prefeito — ou reeleição — nas próximas 48 horas. Os tucanos dividem a liderança no ‘ranking de favoritos’ de domingo com o PDT. A sigla aliada ao governo federal também aparece com candidatos a prefeito na ponta das pesquisas em Curitiba, Natal e Macapá, até o momento.

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Em Manaus, Arthur Virgílio (PSDB) esbanja confiança na vitória após levantamentos mais recentes mostrarem o ex-senador com 61% das intenções de voto dos manauaras, o dobro do registrado pela rival Vanessa Grazziotin (PCdoB). Sua votação pode ser ainda maior quando considerados apenas os votos válidos, alcançando 70%. Sem medo de assumir o favoritismo, Virgilio chegou a declarar esta semana que sua eleição na capital amazonense será “a mais simbólica” para o partido nestas eleições.

O recado mostrou certa ironia às previsões de derrota tucana no maior colégio eleitoral do país, São Paulo, onde a rejeição a José Serra pode devolver ao PT, do ex-presidente Lula, o gabinete no Vale do Anhangabaú. “Manaus, Teresina e Belém são cidades importantes, mas uma vitória em São Paulo teria mais peso (ao partido) que as três juntas”, afirma Wagner Iglecias, professor de ciência política da USP. Para João Paulo Peixoto, cientista político da Universidade de Brasília (UNB), tanto na capital paulista quanto em Manaus, o que estará em jogo neste domingo é o “simbolismo e carisma de Lula contra a representatividade do PSDB” após dez anos longe do Palácio do Planalto. “E uma vitória em Manaus será um desforro pessoal de Virgílio”, completa. Se eleito, Arthur espera recuperar espaço com seus partidários desde sua derrota eleitoral ao Senado em 2010, após liderar a oposição na Casa por oito anos.

Em tempo, os pedetistas fazem o “melhor balanço possível” dos resultados das urnas neste mês. Apesar da queda no número de prefeitos eleitos neste ano (309) em comparação com os dois turnos de 2008, o deputado federal e líder da sigla na Câmara dos Deputados, André Figueiredo, ressalta que o contingente de eleitores sob governança do PDT aumentou, superando nove milhões.

No Amapá, o partido espera reeleger o atual prefeito Antonio Roberto Rodrigues contra a oposição do PSOL. No 1º turno, Roberto registrou 40,1% dos votos. Segundo pesquisa Ibope divulgada esta semana, o prefeito chega a 45%. A liderança é curta, já que estaria tecnicamente empatado com o socialista Clécio (41%), considerando a margem de erro.

É em Curitiba, porém, que pedetistas aguardam uma vitória mais tranquila. Isto depois de um 1º turno marcado por reviravolta do ex-tucano Gustavo Fruet nos gráficos dos institutos de pesquisa. Na véspera das eleições, o Ibope mostrava Fruet atrás de Ratinho Junior (PSC) e do prefeito Luciano Ducci (PSB), com 21% das intenções de voto.

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Ao contar dos votos, o pedetista garantiu vaga nas últimas duas semanas de campanha por apenas 0,5% de vantagem sobre Ducci. Hoje, Fruet exibe 52% da preferência do eleitor curitibano, segundo Datafolha, contra 35% de Ratinho. “Apesar dos erros das pesquisas, a presença dele na liderança não é surpresa para nós”, observa Figueiredo.

Já o PSB, comandado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é o partido que vê as urnas nas capitais com maior precaução neste domingo. Os socialistas tentam eleger mais três prefeitos depois de vencer, de forma categorica, em Belo Horizonte, com Marcio Lacerda, e em Recife, com Geraldo Júlio.

A legenda assumiu a gestão de 434 prefeituras no 1º turno — um crescimento de 42% sobre a eleição de 2008. Agora, o PSB tenta ganhar em Fortaleza, Cuiabá e Porto Velho, mas empatado tecnicamente. Embora sob elogios pelo bom desempenho eleitoral, Iglecias discorda da expansão do partido. “Nas 30 cidades com os maiores eleitorados no país, o PSB ganhou, ou vai ao 2º turno, em apenas cinco. Nas grandes cidades, ainda prevalece a polarização PT-PSDB”, diz.

Segundo Peixoto, a legenda deu passo importante rumo ao topo da pirâmide partidária nacional, mas ainda mantém um perfil “muito regionalizado”. Dos 434 prefeitos eleitos até o momento, 150 foram no interior dos estados do Ceará, Piauí e Pernambuco, todos governados pela sigla.

Ainda no Nordeste, o DEM tenta resistir ao encolhimento eleitoral — em andamento desde 2000 — com a liderança e oposição de ACM Neto em Salvador. “A maior esperança do DEM, contudo, é uma vitória do PSDB para presidente em 2014”, pondera Iglecias.<EN>n<EN>

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