Haddad acusa Serra de espalhar boatos e diz que tucano faz 'jogo rasteiro'

Ministério da Educação e PT atribuíram à campanha tucana rumores sobre cancelamento da prova do Enem e fim das parcerias com organizações sociais na saúde

iG São Paulo |

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, acusou na manhã desta sexta-feira o seu adversário do PSDB, José Serra, de fazer "jogo rasteiro" ao espalhar, segundo ele, boatos para vencer a eleição do próximo domingo (28). "Não entendo como é que alguém com tantos anos de vida pública se dispõe a um jogo tão rasteiro faltando dois dias para a eleição", disse o candidato após participar de um café da manhã promovido pelo padre Júlio Lancellotti com representantes de moradores de rua, de catadores e de comunidades indígenas.

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Candidato do PT também acusou o PSDB de criar sites falsos e distribuir panfletos apócrifos

A campanha petista acusa a equipe de Serra de difundir rumores de que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seria cancelado. O MEC chegou a pedir ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que acione a Polícia Federal para investigar os boatos, que ganharam fôlego na noite de quinta-feira. Ao comentar o caso nesta sexta, Haddad também citou a tese de que poderia acabar com as parcerias da prefeitura com Organizações Sociais, na saúde. E atribuiu à campanha tucana a criação de sites falsos e a distribuição de panfletos apócrifos. 

Segundo o petista, esses boatos " estão passando dos limites" e desrespeitam a democracia. Durante o encontro com a população de rua, Haddad disse que nos últimos 60 dias vem sofrendo "nas mãos deste cidadão ( Serra )" e o acusou de fazer "jogo pesado".

Perguntado se estaria preparado para os ataques no último debate entre os candidatos que será promovido nesta noite pela TV Globo, o petista disse que não espera truculência do seu adversário na ocasião porque, em sua opinião, ele não teria coragem para fazer isso diante das câmeras. "No cara a cara é mais difícil a pessoa fazer na frente o que ela tem coragem de fazer pelas costas. Pela frente esse tipo de pessoa não tem coragem", afirmou.

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O candidato também criticou a forma como o tucano tratou das parcerias entre a prefeitura e as OS. Mencionando as declarações de representantes de hospitais como o Sírio Libanês, que se mostraram desgostosos com o tratamento dado a essas entidades durante a campanha eleitoral, Haddad também culpou seu oponente pelo "uso indevido" do nome dessas entidades. "O Serra fez muito mal de trazer o debate da maneira como ele trouxe", comentou.

O encontro com moradores de rua é uma tradição de candidatos e políticos do PT. Nesta manhã, Haddad disse aos representantes de população de rua que termina sua campanha junto com eles porque pretende, se eleito, começar um governo ao lado dos moradores mais "vulneráveis" da cidade. Durante o encontro, ele ouviu relatos sobre a truculência com a qual a atual administração vem atuando junto a esses grupos. O padre Júlio Lancellotti disse em seu discurso que o gesto de Haddad era significativo porque ele se juntava às pessoas "mais desprezadas da cidade". "Queremos que São Paulo seja uma cidade humana", pediu o líder religioso.

*Com informações da Agência Estado

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