Na TV, Haddad exibe padrinhos e Serra defende parcerias na área da saúde

Horário eleitoral entra em sua última semana antes da votação no segundo turno, marcada para o próximo domingo

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No horário eleitoral da televisão da tarde desta segunda-feira, exibido entre 13 horas e 13h20, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, voltou a explorar a imagem de seus principais padrinhos políticos, exibindo discursos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e da presidenta, Dilma Rousseff, em comício realizado no último sábado (20). Seu adversário neste segundo turno, o tucano José Serra, por sua vez, voltou a afirmar que, caso eleito, o candidato petista irá acabar com a parceria entre a prefeitura e as Organizações Sociais (OS) na administração de hospitais e unidades de saúde no município.

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O programa petista foi iniciado com discursos proferidos em comício realizado no último sábado, no ginásio da Portuguesa, zona norte da capital. Foram exibidos trechos do discurso de Lula com críticas a José Serra. "Ele ( quando era prefeito ) não aguentou a primeira enchente e caiu fora para ser candidato a governador", disse. "Ele não sabe ficar sem um mandato. Voltar a querer ser prefeito de São Paulo é imaginar que o povo da cidade mais importante da América Latina é tonto", disparou Lula.

No trecho em que apareceu, a presidenta Dilma comparou a campanha de Haddad à sua e rebateu as críticas da campanha tucana de que Haddad não teria "competência" para exercer o cargo de prefeito. "Disseram primeiro que eu era um poste, depois disseram que eu não tinha competência para governar. Eu vim dizer que o companheiro Haddad é um dos companheiros mais competentes e experientes que eu conheço para governar São Paulo", afirmou. Reitores de universidades federais e o cantor Gilberto Gil apareceram no programa pedindo votos para Haddad.

Serra voltou a citar a polêmica de que, caso eleito, Haddad iria interromper as parcerias com as Organizações Sociais (OS) na administração de hospitais e unidades de saúde públicas. "Acabar com as parcerias significa acabar com o emprego de 30 mil profissionais de saúde, prejudicando a qualidade do atendimento a população", afirmou um narrador. "Ele quer o que, que a gente volte a não ter nada?", questionou um popular ao programa.

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De acordo com o narrador, a posição petista irá acarretar o fechamento de centros de saúde da cidade de São Paulo. "A posição do PT do Haddad significa fechar 139 Amas (unidades de Assistência Médica Ambulatorial), cinco hospitais e outras 237 unidades de saúde na cidade", disse o narrador.

Serra também exibiu promessas de seu programa eleitoral de 2004, quando venceu as eleições para a prefeitura, e mostrou as obras prontas hoje em dia, como o hospital de M'Boi Mirim, e fez críticas indiretas ao adversário: "Ideia mirabolante de véspera de eleição costuma dar errado".

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