Em Salvador, candidatos trocam farpas em primeiro debate do segundo turno

O petista Nelson Pelegrino insistiu na tese de alinhamento com o governo federal; e ACM Neto, candidato do DEM, disse que a cidade 'é capaz de andar com as próprias pernas'

João Paulo Gondim - iG Bahia |

No primeiro debate na TV do segundo turno, realizado pela Rede Bandeirantes na noite desta quinta-feira (18), os candidatos a prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT), trocaram farpas e, a todo instante, um afirmava que o seu adversário "estava faltando com a verdade". 

ACM Neto disse que o governo estadual, cujo mandatário é o petista Jaques Wagner, há seis anos no poder, piorou a situação da Bahia. Já Pelegrino retrucou afirmando que "o prefeito de ACM Neto" [em referência ao apoio que, no segundo turno da eleição de 2008, o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, do PP, se reelegeu com o apoio do demista] é inoperante.

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Com um formato que deixava os candidatos mais livres - em três blocos eles se enfrentavam diretamente -, houve a repetição de assuntos explorados diariamente na campanha. O demista, que recebeu o apoio do PMDB baiano, cujo principal líder, Geddel Vieira Lima, foi responsável direto pela eleição de João Henrique, quatro anos atrás, afirmou que "Salvador é capaz de andar com as próprias pernas". Tal frase, repetida desde a convenção do DEM, em junho passado, é uma tentativa de dizer ao eleitor que o município não vai precisar ser dependente de recursos federais e estaduais para tornar viável a sua administração.

Mas apesar de dizer que a cidade vai ter autonomia, o candidato demista disse que "um prefeito competente" não vai ficar desamparado pelos governos federal - a presidenta Dilma Rousseff é petista - e estadual. “O governador e a presidente vão me perseguir, caso eu seja eleito?", questionou ACM Neto.

Pelegrino, por sua vez, disse que "a cidade toda sabe que João Henrique está com ACM Neto" e afirmou que seu concorrente critica o governo do Estado, mas poupa a atual administração da prefeitura. "Vocês passaram 12 anos na prefeitura [considerando os oito anos de mandato do prefeito Antônio Imbassahy (1997-2004), na época do antigo PFL e atual DEM] e não fizeram o metrô andar", disse Pelegrino ao adversário.

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O petista disse ser o mais capacitado em trazer verbas e projetos federais e estaduais por ser "do time de Lula, Dilma e Wagner", usando, mais uma vez, a expressão que tem sido a tônica de sua campanha. ACM Neto, por sua vez, respondeu: "Quando o time está ganhando a gente não mexe, mas quando está perdendo, às vezes temos que mudar o treinador, contratar novos jogadores. É isso que está acontecendo em Salvador".

A resposta de Pelegrino foi imediata. "O time que está perdendo é o do meu adversário: ACM Neto, Geddel e João Henrique. Nós já vimos este filme", disse o petista.

Durante o debate, os dois quiseram vincular a imagem de seu concorrente ao do prefeito. Entre outros argumentos já explorados na corrida eleitoral está o do uso diário que Wagner faz de um helicóptero da PM. O governador utiliza a aeronave para ir de casa ao trabalho e vice-versa. De acordo com ACM Neto, há o gasto diário de R$ 5 mil aos cofres públicos. O PT disse que o atual governo do Estado reduziu as despesas de aeronaves de R$ 11 milhões mensais _na época que o PFL estava no comando do eecutivo - para R$ 600 mil ao mês.

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