Fernando Molica reforça time de colunistas do iG e assume a Poder Online

Coluna de bastidores da política nacional era comandada por Tales Faria, que assume como novo diretor editorial do iG

iG São Paulo | - Atualizada às

O jornalista e escritor Fernando Molica assume a partir desta quinta-feira (18) o comando da coluna Poder Online. Vencedor de vários prêmios jornalísticos, Molica foi diretor da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e figura entre os mais conceituados jornalistas do País. A coluna era comandada por Tales Faria , que assume como novo diretor editorial do iG .

Nascido no Rio de Janeiro, em 1961, Molica é formado em Jornalismo pela UFRJ e desde a infância se considera um repórter. O título, aliás, foi conquistado quando ainda contava oito anos – ganhou até uma carteirinha de repórter-mirim pelas colaborações que enviava ao Jotinha, suplemento infanto-juvenil de O Jornal . Sua estreia profissional se deu em 1981, com colaborações para a Bloch Editores, que editava as revistas Manchete e Fatos&Fotos .

O Dia
Fernando Molica é o novo colunista do iG


Desde então, o botafoguense e mangueirense acumulou passagens pelas sucursais cariocas dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo . Foi ainda chefe de reportagem do jornal O Globo e repórter especial na TV Globo , onde trabalhou para o Fantástico e vários telejornais. Molica retornou então ao jornalismo impresso e, desde 2008, é editor da coluna Informe do Dia , no jornal O Dia . Semanalmente, escreve para o mesmo jornal um artigo na coluna Estação Carioca .

Com a chegada de Molica ao time de colunistas, o iG dá mais um passo para assegurar a excelência de seu conteúdo jornalístico, com um noticiário de qualidade combinado a informações exclusivas, levadas ao leitor em primeira mão.

“Esta é uma grande oportunidade. A lógica que serve de base para uma coluna - que é dar a informação na frente, dar aquele tiro de partida da notícia - tem tudo a ver com a lógica da internet. É a chance de superar todas as fronteiras e estabelecer um grau de comunicação muito maior com o leitor”, diz Molica. “Hoje, há no País um poder multifacetado. De um lado, estão as esferas tradicionais de poder. Do outro, está uma sociedade civil nem sempre organizada, mas que, graças à internet, às redes sociais, se torna cada vez mais influente”, acrescenta.

Molica foi finalista do Prêmio Esso de Jornalismo, com Pecados da Arquidiocese (2009). Também levou duas vezes o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Na primeira, recebeu o prêmio principal por seu trabalho como repórter especial na TV Globo , com a reportagem Família do chinês morto no Brasil . Na segunda, conquistou uma menção honrosa pelo livro-reportagem O Homem que morreu três vezes (Record, 2003). A lista de premiações inclui ainda o socioeducativo Guri, concedido pelo Novo Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas), e o Prêmio Orilaxé, do Grupo AfroReggae.

O Homem que morreu três vezes também contribuiu para consagrá-lo como escritor, ao colocá-lo pela primeira vez entre os finalistas do Prêmio Jabuti, em 2004. A segunda indicação viria em 2006, com Bandeira Negra, amor (Objetiva, 2005). Molica é autor ainda de Notícias do Mirandão (Record, 2002), O ponto de partida (Record, 2008), O misterioso craque da Vila Belmira (Rocco, 2010), e O Inventário de Julio Reis (Record, 2012).

Como organizador, Molica assina 10 reportagens que abalaram a ditadura (Record, 2005), 50 anos de crime (Record, 2007) e 11 gols de placa (Record, 2010). Ele participa ainda das coletâneas de contos Dicionário amoroso da língua portuguesa (Casa da Palavra, 2009) e 10 cariocas (Ferreyra Editor, Córdoba). E tem um conto publicado no O Livro Branco (Record, 2012), coletânea que reúne textos inspirados em canções dos Beatles.

O novo colunista do iG é destaque ainda no meio acadêmico. Foi organizador e coordenador do MBA em Jornalismo Investigativo e Realidade Brasileira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio), referência entre os cursos de pós-graduação para a área em todo o País.

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