Prorrogação da CPI pode render ‘relatório mais aperfeiçoado’, diz relator

Investigação sobre Cachoeira pode continuar em 2013; Odair Cunha (PT-MG) mantém 4 de novembro como data limite, mas diz que pode melhorar documento se tiver mais tempo

Nivaldo Souza - iG Brasília |

A decisão de líderes partidários no Congresso de prorrogar a CPI do Cachoeira não foi comemorada pelo relator da investigação, Odair Cunha (PT-MG). Mas o deputado federal reconhece que a extensão do prazo final de entrega do relatório, inicialmente prevista para 4 de novembro, pode ser boa para produzir um documento mais contundente sobre o esquema de corrupção chefiado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. “Continuo trabalhando com o dado da realidade, que é o dia 4, mas se tiver mais tempo vou produzir um relatório com mais aperfeiçoamento”, afirma ao iG . “Sempre é possível aperfeiçoar a investigação”, diz.

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A prorrogação foi definida nesta terça-feira (16) pelas lideranças partidárias durante reunião com o presidente da CPI, o senador Vital do Rego (PMDB-PB). O prazo, contudo, não foi apresentado. Os caciques políticos irão se reunir no próximo dia 30 para definir por quanto tempo a investigação parlamentar continuará.

A corrente liderada pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) defende mais 180 dias, o que levaria a conclusão da CPI para o início de 2013. Já Vital do Rego defende 30 dias, o que faria a investigação coincidir com o início do recesso do Congresso em dezembro. A prorrogação depende da assinatura de requerimento por um terço do Congresso (171 dos 513 deputados e dos 81 senadores).

Cunha afirma que não tem preferência por prazo, mas indica que tempo demais pode atrapalhar a investigação. “Uma investigação sempre vai gerar outras. A Operação Monte Carlo já gerou oito investigações”, diz, em referência à continuidade da apuração pela Polícia Federal (PF) e o Ministério Público.

Quebras de sigilo

A mesa diretora da CPI tem 512 requerimentos para avaliar, o que deverá ocorrer no dia 31, após a definição do novo prazo. Entre elas, há 99 pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal de empresas e pessoas citada tanto em documento obtidos pela CPI quanto pela PF.

O relator não garante a apreciação de todos os pedidos. Cunha irá elaborar um novo plano de trabalho quando o novo prazo for definido. “Vamos avaliar o conjunto de requerimentos e fazer as quebras (de sigilo) que forem necessárias”, diz.

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