Segundo Randolfe Rodrigues, senador do PSOL, o grupo conta com senadores do PMDB, PSDB, DEM e PT

Embora o nome do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) tenha apoio de seu partido e do PT para a presidência do Senado no ano que vem, uma candidatura alternativa já se desenha na Casa. De acordo com o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), uma reunião do grupo que defende essa candidatura já está marcada para depois do segundo turno. “Já marcamos um encontro. Vamos nos reunir para discutir quem poderá agregar mais apoio. A meu ver, esse nome é o do senador Pedro Taques (PDT-MS)”, disse.

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De acordo com Rodrigues, o grupo conta inicialmente com cerca de dez senadores, incluindo nomes do próprio PMDB, os chamados independentes do partido, como Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS). Também fazem parte da iniciativa senadores do PSDB, DEM e PDT. Juntos esses três partidos somam 21 senadores.

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O senador Pedro Taques evita falar em sua candidatura, mas contesta a defesa incondicional do critério da proporcionalidade, que daria ao PMDB, maior bancada, o direito de manter o comando do Senado. Taques também rejeita o acordo fechado entre os maiores partidos da base, PMDB e PT, que garante a presidência da Câmara e do Senado ao PMDB a partir do próximo ano.

“A Constituição Federal diz que o critério da proporcionalidade deve ser respeitado, na medida do possível. Ou seja, isso não é obrigatório. Além disso, acho que uma sucessão não pode ser decidida assim. Eu não participei desse acordo, então não tenho que respeitá-lo”, destacou o senador. “Eu não sei se Renan Calheiros é candidato. A mim ele não pediu voto”.

Outro que integra o grupo é o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que defende o nome de um dos peemedebistas. “Realmente não é obrigatório o respeito ao critério da proporcionalidade, no entanto, seria bom respeitarmos. Sou a favor do nome de um dos peemedebistas, o Pedro Simon ou o Jarbas Vasconcelos”, disse Buarque.

Para se eleger presidente no Senado são necessário 41 votos dos 91 senadores. O PMDB tem 19 senadores e o PT, 12. Os tucanos formam a terceira maior bancada, com dez senadores. O PR vem em quarto lugar com sete senadores, seguidos pelo PDT, com seis.

*Luciana Lima, iG Brasília

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