'Eu trato réu como réu', diz Barbosa

Novo presidente do STF não quis comentar argumentação de petistas de que a Corte realizou 'julgamento de exceção'

Wilson Lima - iG Brasília |

O ministro relator do mensalão e novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, não comentou as declarações do ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, e de dirigentes petistas segundo os quais as condenações do núcleo do partido foram fruto de um “julgamento de exceção” .

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Barbosa afirmou apenas que para ele “trata réus como réus”. “Eu não costumo comentar afirmações de políticos. Esse não é meu papel. Ele é réu. Mas réu eu trato como réu, só isso. Os réus são tratados como tais por mim. Se um determinado réu quer politizar julgamento isso é problema dele”, disse o novo presidente do STF.

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Após ser condenado pelo STF, Dirceu divulgou uma carta em seu blog afirmando que “o Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção”.

O novo presidente do STF também comentou que não haverá “turbulências” na sua gestão à frente do Supremo. Ele toma posse no dia 22 de novembro, às 16h. “Não haverá grandes inovações. Eu me sinto muito feliz, muito honrado de ocupar a presidência de um dos poderes da República. Vocês já devem ter percebido não é, eu gosto de agir by the books (embasado na lei), nada além disso”, afirmou.

Apesar de aclamado pela opinião pública, Barbosa fez questão de refutar rótulos como o de “novo herói nacional” mas admitiu que é um “fato extraordinário” ser o primeiro negro a assumir a presidência do Supremo. “Representa muita coisa (ser o primeiro presidente negro do STF), porque o Brasil, não sei se vocês estão bem atualizados, constituímos hoje a maioria da população: 51%. Isso é um fato extraordinário: pela primeira vez ter-se alguém na presidência do judiciário. Para mim é um evento já anunciado há algum tempo. Aqui não há surpresa, desde que entramos aqui, a menos que haja renuncia e morte se sabe quando chega a presidência”, declarou.

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