Presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco avalia que 'dicotomia histórica' entre PSDB e PT está acabando

Agência Estado

O presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos , assegurou presença no palanque de Fernando Haddad (PT) na campanha do segundo turno pela prefeitura de São Paulo. O candidato petista telefonou nesta segunda (8) para o governador e recebeu a garantia da sua participação. Só falta marcar a data.

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Embora assegure que o PSB não irá se aproximar do PP de Paulo Maluf, cuja aliança com o PT levou a socialista Luiza Erundina a desistir de ser candidata a vice na chapa do petista, Eduardo garantiu que isto não será obstáculo para a campanha do petista. "Falei nesta terça com Luiza Erundina, que está completamente integrada, fazendo a campanha junto a nossas bases e entendendo que ele (Haddad) é a melhor opção para São Paulo neste momento", afirmou o governador, em entrevista à Radio Jornal, no programa do radialista Geraldo Freire, nesta terça, em Recife. "Não queremos criar problema para a campanha, é hora de ajudá-lo".

Eduardo Campos: PSB agora “é um partido adulto”

No primeiro turno, o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, veio a São Paulo para encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Ricardo Stuckert/Instituto Lula
No primeiro turno, o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, veio a São Paulo para encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

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Eduardo frisou que sua relação com o ex-presidente Lula, de quem é aliado e foi ministro, é de respeito e lealdade e que o fato de ele apoiar o PSDB em algumas cidades ou de enfrentar o PT em outras - a exemplo de Recife e Fortaleza - é algo natural. "É uma relação capaz de compreender o que é disputa eleitoral e o que é processo histórico", afirmou na entrevista.

Sobre sua boa relação com setores do PSDB e o senador mineiro Aécio Neves , ele avaliou que "essa pretensa dicotomia" entre PT e PSDB está sendo superada pelo processo histórico. "É uma coisa muito mais da rinha política de São Paulo do que da realidade brasileira", avaliou, ao pregar que se precisa fazer política com mais largueza.

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Campos considerou "estupidez" que gente do PSDB negue o papel do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no País, da mesma forma como reconhece o papel do presidente Fernando Henrique, com o fim da inflação e a arrumação do sistema financeiro.

2014 só em 2014

Nesta quarta (10), a direção nacional do PSB se reúne em Brasília para definir a agenda no segundo turno das eleições, com o partido disputando três capitais - Fortaleza, Cuiabá e Porto Velho - além de cidades como Campinas (SP), Uberaba (MG), Petrópolis e Duque de Caxias (RJ).

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O PSB saiu fortalecido das urnas e o governador - que elegeu seu candidato Geraldo Julio , no primeiro turno, em Recife, depois de romper com o PT no município - foi ungido à condição de alçar voo visando a Presidência da República. Diante das especulações em torno de uma candidatura sua em 2014, ele repetiu, nesta terça, à exaustão, o que vem dizendo desde o resultado das eleições: o PSB concretiza um processo de crescimento, mudou de patamar, deixando a adolescência para entrar na vida adulta, mas 2014 só em 2014.

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"O PSB vai ter papel importante em 2014, mas não é correto imaginar que se possa resolver 2014 agora", afirmou, ao prever que "o PSB vai continuar crescendo e fará a melhor opção para o País".

No âmbito do seu governo, ele disse não ver dificuldade na manutenção de quadros petistas na gestão - a exemplo das secretarias de Cultura e de Transportes - depois do rompimento com o PT municipal na eleição do Recife. "Vamos tocar a vida pra frente, não podemos ficar remoendo processo eleitoral", afirmou.

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