‘Tecnologia do mensalão foi desenvolvida pelo PSDB’, rebate Haddad

Candidato do PT em São Paulo se disse preparado para discutir o tema, que já vem sendo usado por Serra contra o petista; Rui Falcão também respondeu ao tucano

iG São Paulo |

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad , disse nesta segunda-feira que está preparado para debater qualquer tema no segundo turno das eleições municipais contra o adversário tucano José Serra . “Estamos preparados para qualquer discussão que sejam propostas ou a questão ética”, disse o candidato em nota à imprensa. Entre os temas está o mensalão, que, segundo Haddad, teve origem no governo do tucano Eduardo Azeredo em Minas Gerais. “Toda a ‘tecnologia’ do mensalão foi desenvolvida pelo PSDB”, disse. “Vamos discutir esse tema".

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O mensalão já vinha sendo usado por Serra no primeiro turno, mas o tom dos ataques deve ser mais agressivo na nova etapa da campanha. O tucano fez questão de citar o mensalão em seu discurso após o resultado das urnas e no primeiro dia de campanha na rua. "O PT vai querer usar essa eleição para abafar a questão do mensalão. Isso é muito claro", afirmou o tucano, afirmando que o tema não ficará fora da disputa.

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Rui Falcão, presidente nacional do PT, rebateu Serra e disse não temer o embate sobre ética com os adversários, principalmente com o PSDB. “Acho que (o debate sobre ética) é um campo desfavorável para o nosso adversário travar", disse sobre o tucano. E ressaltou que Haddad não tem denúncias "em seu prontuário". "Seria extremamente desfavorável para o nosso adversário fugir dos problemas da cidade pelos quais ele é responsável e querer travar um debate sobre ética, campo no qual ele fica devendo explicações", afirmou o presidente do partido.

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Para o cacique petista, o julgamento do mensalão ocorre porque o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu condições para que a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) fossem reaparelhadas. Com isso, a antiga figura "do engavetador-geral da República" deixou de existir. Falcão fez referência ao apelido pelo qual ficou conhecido Geraldo Brindeiro, o procurador-geral da República nos anos do governo Fernando Henrique Cardoso, por não dar seguimento a investigações e arquivar inquéritos. "Hoje não há engavetador, há um procurador que inclusive opina sobre o resultado das eleições livremente", disse.

*Com Agência Brasil e Agência Estado

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