PSD sai das urnas como 4ª força política do País, mas não avança nas capitais

Partido criado por Gilberto Kassab é mais articulista e fez coligação com nove legendas diferentes; a sigla já perdeu ou está fora do segundo turno em 14 capitais

Bruna Carvalho - iG São Paulo | - Atualizada às

O PSD, partido criado no ano passado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab , elegeu 491 prefeitos nas eleições deste ano e já é a quarta maior força política do País nos municípios, atrás somente do PMDB, PSDB e do PT . Entretanto, nas capitais, o partido não se consolidou: lançou apenas duas candidaturas próprias e, nas outras 24 capitais em que apoiou outros partidos, venceu em apenas duas e está no segundo turno em nove.

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Agência Estado
Partido criado por Kassab no ano passado elegeu 491 prefeitos

Em Belo Horizonte, o PSD foi alvo de uma situação inusitada. Até junho, o partido de Kassab apoiava a coligação de Marcio Lacerda (PSB), que unia PT e PSDB na mesma coligação. Porém, após o rompimento dos petistas com o PSB, o partido ficou dividido.

O diretório municipal queria que o PSD continuasse na chapa do atual prefeito, pois pertencem a uma ala ligada ao senador tucano Aécio Neves , mas o comando nacional da legenda decidiu que o partido deveria apoiar Patrus Ananias (PT), indicado por Dilma Rousseff para disputar a eleição. Por ser da mesma base do governo federal, o PSD acabou apoiando Patrus e fracassou: o petista teve 40,8% dos votos, mas não foi páreo para o atual prefeito, que obteve 52,8%.

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Além de Belo Horizonte , o partido perdeu já no primeiro turno em Porto Alegre - com apoio a Manuela D'Ávila (PCdoB) -, Goiânia - na chapa de Jovair Arantes (PTB) -, Palmas - com apoio a Marcelo Lelis (PV) -, Aracaju - na chapa de Valadares Filho (PSB) -, Maceió - com apoio a Ronaldo Lessa (PDT) - e Boa Vista - naa chapa de Mecias de Jesus (PRB).

O PSD também ficou fora do segundo turno em Curitiba , onde apoiou o atual prefeito Luciano Ducci (PSB); Vitória , na chapa de Iriny Lopes (PT); São Luís , onde ficou na coligação de Washington Luís (PT); João Pessoa , onde apoiou Estela (PSB); Rio Branco , onde pertencia à coligação de Fernando Melo (PMDB) e Porto Velho , com Mariana Carvalho (PSDB).

Dos dois candidatos próprios que lançou, um em Cuiabá e outro em Florianópolis , o partido tem chances apenas em Florianópolis, onde prosseguiu para o segundo turno das eleições com o candidato Cezar Souza Júnior. Em Cuiabá, Carlos Brito não conseguiu passar para a segunda etapa do pleito.

Além da capital de Santa Catarina, o PSD conseguiu ir para o segundo turno em capitais de peso como São Paulo , onde apoia José Serra (PSDB) e é vice na chapa com Alexandre Schneider; Salvador , com o petista Nelson Pelegrino (PT); Fortaleza , onde apoia Roberto Cláudio (PSB); Belém , em que está com Zenaldo Coutinho (PSDB); Manaus , onde está com Vanessa Grazziotin (PCdoB); Macapá , onde apoia Roberto (PDT); Campo Grande , com Giroto (PMDB); Natal , com Carlos Eduardo (PDT), e Teresina , onde pertence à coligação de Firmino Filho (PSDB).

No Rio de Janeiro e no Recife , o PSD participou das chapas que saíram vencedoras. Eduardo Paes (PMDB), no Rio, foi reeleito com 64,6% dos votos, e Geraldo Júlio, na capital pernambucana, com 51,15%.

Profusão de legendas

A quantidade de legendas diferentes que contou com o apoio do PSD nesta eleição dá o tom mais articulista e menos ideológico do partido. Nas capitais em que o PSD não lançou candidato próprio, fez coligação com nove legendas diferentes, de PT e PCdoB a PSDB e PV.

O partido que mais coligou com o PSD foi o PSB, em seis capitais, seguido do PSDB e PT (4 capitais cada); PDT (3 capitais); PMDB e PCdoB (2 capitais cada) e PTB, PV e PRB (1 capital cada).

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