Líder da greve dos PMs é eleito vereador mais votado da história de Fortaleza

Aos 33 anos, Capitão Wagner Sousa (PR) obteve 43.655 votos, três vezes mais que a maior votação já obtida até então por um vereador na capital cearense

Daniel Aderaldo - iG Ceará |

Líder da greve dos policiais militares no Ceará que estourou na virada de 2011 para 2012, Capitão Wagner Sousa (PR) foi eleito vereador de Fortaleza com 43.655 votos – três vezes mais que a maior votação já obtida até então por um vereador na história da capital cearense.

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Divulgação
Wagner Sousa foi eleito vereador de Fortaleza com 43.655 votos – três vezes mais que a maior votação já obtida na capital

“Sem modéstia, sinceramente, a gente aguardava esse resultado”, disse ao iG o vereador eleito. Ele atribui parte do resultado à greve, mas pondera que o episódio serviu também para atrapalhar. “Isso contribuiu. Deu visibilidade. Mas muitas pessoas ficaram chateadas porque a greve deixou a população sem policiamento”.

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Fora o papel de insurgente e negociador no motim da PM, a experiência política de Capitão Wagner, 33 anos, resume-se ao mandato como suplente de deputado estadual. Ele assumiu em setembro do ano passado após sua correligionária se licenciar e, com quatro meses para mostrar serviço, tratou de gastar a garganta pela causa que defendeu na campanha: segurança pública. Tanto fez que acabou levando os policiais militares do Ceará a uma greve.

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Tornou-se desafeto do governador Cid Gomes (PSB) e passou a ser sondado para concorrer à Prefeitura de Fortaleza e depois cotado para compor chapa de Elmano de Freitas (PT) como vice. No entanto, acabou optando pelas eleições proporcionais. Agora, diz que irá dedicar o mandato às causas ligadas à educação.

Histórico

Há 14 anos na PM, foi forjado líder pelos praças da PM e apontado insubordinado pelos oficiais superiores. O estopim que levou ao motim da PM e à consequente derrota sofrida por Cid foi uma manifestação que o capitão comandou durante uma visita do governador às obras do metrô de Fortaleza. Wagner passou a ser alvo de críticas por conta do episódio e daí a estourar a greve bastou o silêncio do governo, que só negociou com a categoria após a paralisação.

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