‘É temerário’ relacionar julgamento do mensalão e eleição, diz presidenta do TSE

Sobre a primeira eleição com a Ficha Limpa em vigor, Cámen Lúcia afirmou que eleitor ficou mais animado com a nova legislação

Wilson Lima - iG Brasília |

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, afirmou que ainda é cedo para fazer qualquer relação entre o julgamento do mensalão, que acontece no Supremo Tribunal Federal (STF), e as eleições municipais deste ano.

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O julgamento do mensalão tirou da disputa pela prefeitura de Osasco (SP) o deputado federal João Paulo Cunha (PT), condenado pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, mas conseguiu eleger o substituto Jorge Lapas . Em Curitiba, o pedetista Gustavo Fruet teve dificuldades de chegar ao segundo turno contra Ratinho Júnior (PSC) porque seus adversários ligaram seu nome ao do PT, partido acusado de ter comandando esquema de compra de apoio político na Câmara durante as reformas da Previdência e Tributária. Mas, na reta final, conseguiu ir ao segundo turno .

Segundo a presidente do TSE, o julgamento ainda não acabou e, por isso, ainda não há como se fazer uma relação com as eleições deste ano. “Qualquer avaliação agora é uma avaliação no mínimo temerária”, disse a presidenta do TSE. Na semana passada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também disse que seria difícil fazer uma ligação entre o julgamento e as eleições, mas admitiu que “seria bom que houvesse” reflexos.

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Cámen Lúcia também admitiu não ter dados concretos sobre o reflexo da Ficha Limpa nas eleições deste ano. Essa foi primeira eleição em que a regra que barra do pleito políticos condenados em segunda instância. “Não tenho dados concretos, mas o que eu consigo vislumbrar mais do que realmente comprovar de maneira objetiva é que há um ânimo maior”, afirmou a presidente do TSE.

Pelos dados do Tribunal Superior Eleitoral, aproximadamente 2,1 mil pessoas foram presas por crimes eleitorais ou irregularidades cometidas em todo o Brasil. Houve uma queda de aproximadamente 50% no número de prisões em relação à última eleição municipal, em 2008, conforme os dados do TSE.

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