Com polarização entre PT e PSDB, eleição em Rio Branco pode acabar no 1º turno

Marcus Alexandre (PT) e Tião Bocalom (PSDB) se mantiveram próximos durante quase toda a campanha, mas petista cresceu na reta final e pode vencer já neste domingo

iG São Paulo |

A polarização entre PT e PSDB, que vem se repetindo nas eleições presidenciais no Brasil desde 1994, mas não está presente em muitas capitais do País no pleito municipal de 2012, deu o tom da corrida pela sucessão em Rio Branco, capital do Acre. Neste domingo (7), os eleitores do município vão às urnas divididos entre as candidaturas de Marcus Alexandre (PT) e Tião Bocalom (PSDB), mas o petista pode ser eleito já no 1º turno, indicam as últimas pesquisas. 

Segundo a última pesquisa do Ibope, divulgada na sexta-feira (5), o petista, apoiado pelo atual prefeito e correligionário Raimundo Angelim, tem 47% das intenções de voto, 15 pontos percentuais a mais que o tucano, que tem 32%. A margem de erro do levantamento é de quatro pontos para mais ou para menos. Se vencer a disputa, o PT chegará ao terceiro mandato consecutivo na capital. 

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Marcus Alexandre (PT) é esperança do partido para manter hegemonia política em Rio Branco

Ainda de acordo com o Ibope, o terceiro lugar é ocupado por Fernando Melo (PMDB), com 8% das intenções de voto, seguido por Antônia Lúcia (PSC), que tem 4%. Professora Peregrina (PSOL) aparece com 2%, e Leôncio Castro (PMN), com 1%. Brancos e nulos somam 2%, enquanto 4% não sabem ou não responderam.

Já nos votos válidos, que não consideram os brancos e nulos, Marcus Alexandre tem 50%, no limite para vencer a eleição já neste domingo. Tião Bocalom aparece com 34%. 

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Tião Bocalom (PSDB) tenta evitar o terceiro mandato consecutivo dos petistas na capital do Acre

A divulgação das pesquisa do Ibope sobre a disputa em Rio Branco, aliás, gerou polêmica e chegou à Justiça. A juíza da 1ª Zona Eleitoral da cidade Maha Khouzi Manasfi e Manasfi acatou pedido do Ministério Público Eleitoral e impugnou o levantamento anterior feito pelo Ibope, no fim de setembro. Segundo o promotor eleitoral Rodrigo Curti, os questionários formulados pelo instituto de pesquisa induziam o eleitor a optar pela polarização entre os candidatos do PT e do PSDB, pois não apresentam outros nomes além de Marcus Alexandre e Tião Bocalom nas simulações de 2º turno.

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“Não é legítimo o Ibope, que não deveria exercer nenhuma parcela de poder, estabelecer previamente quem ficará na disputa ou nomear quem ele ache conveniente permanecer", pontuou juíza. A decisão judicial saiu após a divulgação da pesquisa pela emissora de televisão afiliada da Rede Globo, o que, na prática, não surtiu nenhum efeito.

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Aquela havia sido a segunda pesquisa do Ibope cuja divulgação foi impugnada pela juíza nas eleições deste ano. Ela já havia impedido que o primeiro levantamento do instituto, em agosto, fosse divulgado, questionando as perguntas do formulário sobre a avaliação das administrações municipal, estadual e federal, alegando que poderiam influenciar a preferência do eleitorado na disputa pela Prefeitura de Rio Branco.

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