Número de detidos superlota centro de operações eleitorais do Rio

Com número de detidos muito maior do que o previsto, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu encaminhar às delegacias da Polícia Civil as pessoas detidas

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Agência Brasil

Com número de detidos muito maior do que o previsto, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu encaminhar às delegacias da Polícia Civil as pessoas detidas por boca de urna na capital fluminense.

Até o meio dia deste domingo (7) todos os detidos eram levados ao Centro Provisório de Operações Eleitorais do Maracanãzinho, na zona norte, onde estão cerca de 150 pessoas.

Severino Silva / Agência O Dia
Fiscais acompanham presos na Rocinha

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De acordo com o delegado do Centro de Comando da Polícia Civil, Glaudiston Galeano, o centro provisório não está "dando vazão ao volume de detidos", onde, desde as 10h, chegam de várias partes da cidade, a maioria da Rocinha, zona sul. Segundo o delegado, os detidos estão sem água ou comida.

Com a mudança da determinação pelo TRE, os detidos só serão encaminhados ao Maracanzinho depois de serem registrados na delegacia. "Vamos dar desafogo, o projeto que foi idealizado não está dando vazão pelo volume de presos", declarou.

Rocinha

Só na Rocinha, foram 23 pessoas presas, entre elas o candidato a vereador Doutor João Ricardo (PSDC). O grupo foi preso por PMs da UPP fazendo boca de urna para Léo Comunidade. O candidato foi preso essa semana acusado de trocar votos por cestas básicas. Os populares estavam na localidade 199, próximo ao colégio Americano. Segundo o comandante da UPP, Major Edson Santos, eles estavam com camisas de campanha, entre outros materiais, que foi apreendido.

"Eles estão afrontando as leis eleitorais e continuam achando que são donos da comunidade", disse o oficial.

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