Na mira da Justiça, prefeito de Macapá lidera, mas tenta conter avanço do PSOL

Preso em 2010 e alvo de uma série de restrições legais, Roberto Góes (PDT), que tenta a reeleição, deve enfrentar Clécio Luís (PSOL) no 2º turno

iG São Paulo |

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Prefeito de Macapá, Roberto Góes (PDT) é candidato à reeleição em meio a denúncias

A disputa pela Prefeitura de Macapá chega a este domingo (7), dia do 1º turno da eleição municipal, com um quadro que aponta favoritismo do atual prefeito e candidato à reeleição, Roberto Góes (PDT), líder nas últimas pesquisas de intenção de voto. De acordo com os últimos levantamentos, ele deve ir para o 2º turno com o candidato do PSOL, Clécio Luís.

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Segundo pesquisa do Ibopedivulgada no sábado (6), Góes tem 35% das intenções de voto. Clécio, por sua vez, teve um expressivo crescimento e foi de 13% para 25% em três semanas, diminuindo a diferença entre os dois para dez pontos.

Nos votos válidos (que não incluem os brancos e nulos), Góes aparece com 40%, e Clécio, com 28%. 

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Ainda de acordo com o Ibope, a terceira colocação é de Cristina Almeida (PSB), com 14% das intenções de voto, em situação de empate técnico com Davi Alcolumbre (DEM), que tem 10%. Genival Cruz (PSTU) tem 3%, e Milhomem (PCdoB), 2%.  

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Apesar do favoritismo à reeleição e da dianteira nas pesquisas, Roberto Góes enfrenta problemas judiciais nesta reta final de campanha. Investigado por fraudes pela Operação Mãos Limpas, da Polícia Federal, em 2010, ele chegou a ser preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo e tem de lidar com uma série de restrições legais.

O prefeito de Macapá não pode frequentar bares, restaurantes e similares até outubro de 2013, a não ser em eventos oficiais como representante da capital do Amapá. Além disso, Góes está impedido de deixar o Estado por mais de 30 dias consecutivos sem autorização da Justiça. Por fim, a cada cinco meses ele precisa se apresentar às autoridades judiciais.

Em dezembro de 2010, quando foi preso na Operação Mãos Limpas, Góes ficou detido por dois meses . A operação da PF já tinha prendido o então governador do Amapá, Pedro Paulo Dias, e o ex-governador Waldez Góes, primo de Roberto, suspeitos de irregularidades no repasse de recursos para a Secretaria da Educação do estado. O suposto esquema também envolveria a Assembleia Legislativa do Amapá e a Prefeitura de Macapá.

Apesar das restrições legais, Roberto Góes não se enquadra na Lei da Ficha Limpa. A Justiça Eleitoral deferiu sua candidatura à reeleição, já que não há contra ele nenhuma condenação de órgão colegiado ou sentença transitada em julgado.

Na última semana, por determinação da Justiça Eleitoral, a PF apreendeu quatro toneladas de alimentos e de material de campanha de Góes. O Ministério Público Eleitoral do Amapá (MPE-AP) afirmou que pessoas ligadas à campanha do atual prefeito estariam armazenando alimentos não perecíveis, possivelmente para distribuí-los em troca de votos. A PF instaurou inquérito para apurar o caso.

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