Advogados cobram a presença de juízes eleitorais para soltar os suspeitos

Agência Brasil

Pessoas detidas por suspeita de boca de urna no Rio de Janeiro e advogados cobram a presença imediata de um juiz Eleitoral no Centro de Detenção Provisório do Maracananzinho, na zona norte da capital fluminense, e reclamam das condições do local. Um grupo de 20 pessoas está detido desde a manhã de hoje (7), segundo eles, sem água e comida.

Detido desde as 8h em Rocha Miranda, após ser flagrado com material de campanha em um ponto de ônibus, André Resende reclama da falta de alimentação. De acordo com ele, policiais militares chegaram a distribuir garrafas de água pela manhã, mas isso ocorreu antes de ele chegar ao centro de detenção.

"Estou preso desde essa hora sem água, sem comida, sem nada", denunciou. "Perguntei a um funcionário do TRE, e ele disse que estamos presos e não temos direito a nada disso", completou.

Acompanhando Valéria Fernandes Alves, filha de um candidato a vereador, o advogado Yuri Alves disse que a cliente está presa desde as 10h sem direito a almoçar e beber água. Ele cobra a presença de um funcionário do Tribunal Regional Eleitoral para dar informações e despachar a soltura dos suspeitos de boca de urna.

"Não há nenhum funcionário do TRE para prestar informação sobre o juiz de plantão e, nós, advogados, ficamos sem poder fazer nosso trabalho e dar o mínimo de legalidade a esse ato", declarou.

Valéria foi detida na Tijuca, acusada de panfletagem. "Como tinha adesivo do meu pai no meu carro, disseram que era boca de urna. Mas era isso, eu tinha no meu carro coisas do meu pai, mas não estava distribuindo", alegou.

O advogado do candidato a vereador Eduardo Lopes Moura (PSC), Antônio Gregório dos Santos, também reclama das informações desencontradas e da falta de juízes no local. Ele questiona as circunstâncias da detenção e diz que, sem a presença de um magistrado, é impossível conseguir liberação do candidato.

"A informação dos agentes é que a detenção vai até as 17h, mas não tem juiz aqui para o processo de liberação", reclamou. "O candidato já prestou depoimento. A audiência está marcada para outubro, então, já dá para mandar embora."

O candidato é um dos três candidatos a vereador detidos no Rio que passaram pelo centro de detenção. No meio da tarde, Seu Lima (PTN) e Dr. João Ricardo (PSDC) deixaram o centro de detenção para prestar depoimento.


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