Derrotado no Rio, PSOL chega ao 2º turno em Belém e Macapá

Partido vai seguir na disputa pelo comando de duas capitais e diz que desempenho com Marcelo Freixo foi uma 'vitória'

iG São Paulo - iG São Paulo | - Atualizada às

Fundado há sete anos, o PSOL saiu derrotado das urnas no Rio neste domingo, mas conseguiu chegar ao segundo turno em duas capitais brasileiras: Belém e Macapá. Na capital paraense, quando a Justiça Eleitoral contava pouco mais de 87% das urnas apuradas, o candidato do partido Edmilson Rodrigues tinha 32,5% dos votos, seguido do tucano Zenaldo Coutinho, com 30,9%. Em Macapá, o partido ficou com a segunda colocação com Clécio Luís. Com 97,2% das urnas apuradas, ele tinha 27,9% dos votos, atrás de Roberto Góes (PDT), com 40,1%.

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Belém: PSOL e PSDB vão disputar segundo turno na capital do Pará

Macapá:  Roberto Góes e Clécio Luís vão para segundo turno

Futura Press
Edmilson Rodrigues, candidato a prefeito de Belém (PA) pelo PSOL, vota neste domingo (7)

Fundado há sete anos, o PSOL conseguiu a segunda colocação na eleição do Rio, que reelegeu o prefeito Eduardo Paes neste domingo. Com 79,06% das urnas apuradas, o prefeito tinha 64% dos votos válidos, sobre 28% do candidato do PSOL, Marcelo Freixo.

O PSOL foi criado por um grupo de políticos e ativistas capitaneado por dissidentes do PT. As adesões ganharam força em em 2005, na esteira do escândalo do mensalão, quando vários representantes da chamada “esquerda petista” alegaram discordância com a postura do partido diante da crise. A lista de representantes da sigla inclui nomes como a ex-senadora Heloisa Helena - que foi candidata à Presidência pela legenda - e deputados como Ivan Valente (SP) e Chico Alencar (RJ). 

Segundo Valente, que é presidente nacional do PSOL, o partido considera o desempenho no Rio uma vitória.  "É uma campanha vitoriosa, surpreendente. O PSOL fez sua parte e pode atingir até 30% dos votos válidos, atropelando velhos caciques políticos no Rio de Janeiro", disse Valente. 

Luiz Mello / Agência O Dia
Marcelo Freixo

Em Belém, segundo ele, o resultado já era aguardado, já que Edmilson é ex-prefeito, com dois mandatos acumulados no comando da cidade quando ainda integrava o PT. "Em Belém, já era um resultado esperado. Edmilson é um nome muito forte lá, é um candidato com grande chance de levar no segundo turno, pelo conhecimento e pelo lastro político dele", disse.

O parlamentar manteve ainda o discurso otimista sobre Macapá. "Acho que temos grandes chances de virar lá", disse. 

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