Conheça o caso dos prefeitos 'eleitos por antecipação'

Candidatos únicos ao posto máximo do Executivo local precisam apenas do próprio voto para conquistar corrida eleitoral

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Neste domingo, como no resto do Brasil, os 28 mil eleitores de Agudos, a 320 km de São Paulo, vão às urnas. A diferença é que os eleitores de Agudos – e de outras 116 cidades – já sabem de antemão quem os governará pelos próximos quatro anos.

No caso de Agudos, será o prefeito Everton Octaviani (PMDB), de 37 anos. Ele é o único candidato ao posto máximo do Executivo local.

Minas Gerais lidera a lista de municípios com candidatos únicos (21), seguida por Rio Grande do Sul (20), São Paulo (18) e Paraná (18), segundo um estudo produzido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

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Juntas, essas 117 cidades somam, aproximadamente, 2% do total dos municípios brasileiros.

"Já me sinto vitorioso", disse Octaviani à BBC Brasil. "A festa já está pronta. Contamos com o apoio da população para atingirmos uma votação histórica, que possa comprovar nossa legitimidade e garantir cada vez mais apoio para a busca de recursos para a cidade", acrescentou.

Sem concorrentes, o prefeito, apoiado por uma coalizão de 12 partidos, precisa apenas do próprio voto para sagrar-se campeão da "corrida" eleitoral.

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Isso porque, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as eleições são apuradas apenas com base nos votos válidos. Brancos e nulos não influenciam, assim, no resultado do pleito.

Sem oposição
De família tradicional na política da pequena cidade do interior do estado, Octaviani conclui a sua primeira gestão já vislumbrando os próximos quatro anos de poder. Antes de chegar à Prefeitura pela primeira vez, ele foi chefe de gabinete do antigo prefeito, que lhe deu apoio para vencer as últimas eleições.

Segundo Octaviani, duas razões asseguraram sua candidatura única em Agudos.

"A primeira é que meu governo tem aprovação média acima de 90%, de acordo com pesquisas. A segunda é que minha gestão sempre esteve aberta a todas as lideranças partidárias, que, portanto, convergiram no meu nome para um novo mandato. Fiz isso sem lotear cargos, mas ouvindo o que cada um tinha a dizer de positivo", defendeu.

O único pré-candidato da oposição, contou o prefeito, desistiu antes mesmo do início da disputa.

Apesar de ter a "vitória" garantida, Octaviani fez questão de levar a cabo a sua campanha. Segundo ele, foram, ao todo, cinco comícios, além de dois "corpo a corpo" diários nos últimos meses.

"Foi uma campanha bastante intensa. Decidi fazê-la para que nossas propostas não ficassem enfraquecidas. Também queremos aprimorar nossa plataforma de governo, ouvindo a sugestão da população", afirmou.

Segundo dados do TSE, Octaviani, que não tem bens declarados, gastou até agora R$ 27.649 em sua campanha pela vitória garantida.

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