Após 8 anos na prefeitura, PT pode perder Vitória sem chegar ao segundo turno

Má avaliação da gestão petista dificulta campanha de ex-ministra Iriny Lopes e impulsiona ex-prefeito tucano Luiz Paulo e do deputado estadual do PPS Luciano Rezende

Raphael Gomide - iG Rio de Janeiro |

Após oito anos de João Coser à frente da Prefeitura de Vitória e péssima avaliação da gestão, o PT corre o risco de perder o comando da capital do Espírito Santo sem nem ir para o segundo turno. Pior, a cidade pode cair ainda nas mãos do principal adversário político no cenário nacional, o PSDB do deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas, duas vezes prefeito e líder das intenções de voto nas pesquisas.

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A candidata petista, a deputada federal e ex-ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres Iriny Lopes luta contra a forte rejeição ao antecessor, cuja aprovação pessoal positiva é de apenas 23% da população – sua gestão foi considerada boa ou ótima por apenas 24,7% –, de acordo com pesquisa do Instituto Futura, do Estado.

A disputa em Vitória (ES) só deve ser decidida no segundo turno. Na última pesquisa Ibope, divulgada na sexta-feira, Luiz Paulo aparece à frente, com 43% dos votos válidos, contra 30% de Luciano Rezende (PPS) e 23% da petista Iriny Lopes. A margem de erro é de quatro pontos para mais ou para menos.

AE
Ex-ministra teve dificuldade de fazer campanha decolar em função do desgaste da gestão petista na cidade

Aparentemente, Luiz Paulo continua liderando, mas vem caindo nas intenções de voto, enquanto os adversários sobem. O Ibope vem identificado essa variação nas recentes pesquisas 46% (19 de agosto), 43% (23 de setembro) e 39% (5 de outubro). Luciano subira de 20% para 22% e agora tem 27%. Iriny passou de 14% para 16% e no último levantamento chegou a 21% das intenções de voto.

Apesar da forte rejeição a Coser, Iriny vem subindo nas enquetes. A avaliação é tão ruim que muitos candidatos a vereador de partidos aliados evitam fazer campanha ao lado do PT local.

Os dois principais nomes da política do Espírito Santo, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e o atual, Renato Casagrande (PSB), vêm tendo atuação discreta nas eleições da capital, de olho em 2014. Hartung começa a apoiar mais fortemente Luiz Paulo só agora, e Casagrande mantém-se neutro, apesar de seu partido integrar a coligação com Iriny.

Isolado inicialmente na política de alianças, Luciano aproximou-se do PR do senador evangélico Magno Malta, o que pode explicar o fato de que um terço de seus eleitores seja evangélico, em comparação a 25,5% de católicos. É o maior percentual de evangélicos entre os três candidatos principais – 42% dos que pretendem votar em Luiz Paulo são católicos, e 30% evangélicos, e a maior fatia dos eleitores de Iriny, 23,5%, não tem religião, em comparação a 16% de católicos e 14% de evangélicos.

Dos eleitores de Luiz Paulo, 42% são católicos e 30% evangélicos. Entre os que pretendem votar em Luciano, um terço é de evangélicos, grupo preponderante em termos de religião, e 25,5% são católicos; Iriny é a única que tem os não-religiosos como maioria do eleitorado, 23,5%.

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