Oposição no Rio ainda aposta em grande virada na reta final

Candidatos que enfrentam o favorito Eduardo Paes (PMDB) lembram que sempre há surpresas nas eleições municipais

Gabriela Murno e Erica Ribeiro - Brasil Econômico |

Apesar dos números apresentados pelas pesquisas de intenções de votos no Rio, os partidos de oposição ao atual prefeito e candidato à reeleição, Eduardo Paes (PMDB), acreditam na possibilidade de um segundo turno. Todos apostam no que chamam de tradição histórica nas eleições municipais na cidade, onde, na reta final, três nomes aparecem mais fortes na disputa. É o que pensa, por exemplo, o deputado Luiz Paulo, do PSDB.

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Ibope: Paes tem 57%, e Freixo, 18%

“Faltam três dias. O histórico das eleições sempre apontou o destaque de três candidatos na reta final. Um deles será Otávio Leite”, disse, referindo-se ao candidato de seu partido, que tem 3% dos votos, pela pesquisa do Datafolha. Para ele, o fato de Paes ter a máquina pública a seu favor prejudicou os demais candidatos. Mas que a reta final é que vai mostrar se as pesquisas vão mesmo refletir o voto nas urnas. “O candidato a reeleição atua também como prefeito. A aliança com 19 partidos que fez o Eduardo ( Paes ), aliada a essa duplicidade como prefeito e candidato é desproporcional. Isso acachapou os demais. Mas a hipótese do segundo turmo não está terminada. Basta ver o que está acontecendo em São Paulo”, avaliou, referindo-se à queda de mais de cinco pontos de Celso Russomano (PRB), agora tecnicamente empatado com o tucano José Serra.

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A deputada estadual e presidente regional do PSOL, Janira Rocha, também acredita que poderá haver segundo turno, seguindo o mesmo raciocínio de Luiz Paulo. Para ela, a disputa com o candidato Marcelo Freixo sai agora do tempo de TV para as ruas. "Tivemos uma campanha acima das expectativas. À juventude, mostramos uma campanha onde não há sujeira política. Foi uma campanha jovial e ao mesmo tempo próxima de todos os setores. Criamos a polarização demonstrando a ausência de políticas públicas. Por isso estamos confiantes", diz. 

“O Rio tem a tradição do segundo turno e entre a verdade absoluta e o segundo turno, ficamos com o segundo turno”, afirmou a deputada. “Eduardo Paes teve o vigor de quem está sentado na máquina pública. Houve ainda a Justiça Eleitoral, que fechou os olhos para determinadas coisas. A candidatura de Rodrigo Maia (DEM) e Clarissa Garotinho (PR) foi uma soma de rejeições. Já Otávio Leite (PSDB), apesar de carioca, não emociona e é muito setorial. E infelizmente a candidata Aspásia Camargo (PV) não conseguiu herdar nada do que foi Fernando Gabeira e Marina Silva”, finaliza Janira.

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