Rompido com PT em Fortaleza, candidato do PSB quer aliança por Dilma em 2014

Roberto Cláudio, candidato dos irmãos Gomes, defende aliança dos dois partidos para reeleger Dilma, mas critica gestão da petista Luizianne na capital cearense

Daniel Aderaldo - iG Ceará | - Atualizada às

Afilhado político do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e apoiado pelo ex-governador Ciro Gomes, o candidato do PSB à Prefeitura de Fortaleza, Roberto Cláudio , evita dar contorno nacional ao rompimento com o PT nas eleições municipais da capital cearense e defende apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff, em entrevista ao iG . “Não vejo nenhuma razão para que essa aliança para a reeleição da Dilma não continue. Obviamente, há um longo caminho a ser percorrido, mas essa é minha opinião pessoal”, afirma.

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Recém-separado do PT, o PSB apoiou o governo da prefeita petista Luizianne Lins nos últimos sete anos e meio, mas pôs fim a aliança, lançando candidatura própria, a exemplo de Recife. Embora tenha sido apoiador da atual gestão, o socialista faz duras críticas à administração municipal. “Infelizmente, o desfecho não foi tão satisfatório e nós acabamos aprofundando graves crises aqui em Fortaleza”. “Fortaleza vive hoje, sem exagero, a mais grave crise de assistência à saúde de sua história", avalia. Ele elenca ainda problemas na área de educação: “falta de acesso ao ensino infantil”, “baixa qualidade do ensino fundamental” e “evasão escolar”.

Roberto Cláudio começou a campanha entre os últimos colocados nas pesquisas de intenções de voto. Nas consultas mais recentes, no entanto, aparece em empate técnico com o petista Elmano de Freitas, candidato de Luizianne Lins, e com Moroni Torgan (DEM).

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Em resposta às críticas de Elmano à política de segurança público do governo Cid Gomes, Roberto Cláudio minimiza a responsabilidade do Estado pela criminalidade na capital cearense e atribui parte da culpa à prefeitura. “Grande parte do papel de uma cidade pacífica e tranquila de se viver é da prefeitura. Não coincidentemente, se você pegar as áreas mais violentas de Fortaleza, não há iluminação pública, é onde as ruas são de areia, os calçamentos são inacabados, onde as casas não têm a menor infraestrutura de saneamento, onde não há um equipamento público para qualificar o jovem, não há creche ou saúde”.

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Tentando se desvincular dos aliados de outrora e agora adversários, o socialista revela ainda que, durante seis anos de dois mandatos como deputado estadual, “nunca frequentou o Paço Municipal”. “Nós nunca participamos do governo da Luizianne. Nunca indicamos nenhum cargo público”, diz referindo-se a ele e ao governador Cid. O PSB, contudo, ocupou cargos importantes na Prefeitura, com status de secretaria.

Acomodação de aliados

Com uma coligação formada por 13 partidos, Roberto Cláudio diz que, se eleito, não terá problemas para formar o governo, distribuir cargos entre aliados e ao mesmo tempo cumprir a promessa de enxugar a máquina pública. “Eu não assumi nenhum compromisso de secretaria, de cargo público com nenhum candidato a vereador e com nenhum partido”.

Inexperiência no Executivo

Apesar de ser deputado estadual de segundo mandato, Roberto Cláudio é presidente da Assembleia Legislativa. Por outro lado, nunca ocupou um cargo no Executivo. Contudo, para ele, essa falta de experiência não atrapalha. “Presidir o Poder Legislativo é uma função eminentemente executiva. Para além da tarefa legislativa de conciliar o andamento e os humores do parlamento, das comissões e do plenário, há uma tarefa muito executiva”.

O candidato socialista se vale ainda do exemplo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior presença na propaganda de TV e rádio de Elmano de Freitas, seu principal adversário. “O maior presidente da história recente do nosso País é um presidente que nunca teve antes a oportunidade de experimentar um cargo de gestão pública”, compara.

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