Documento tenta desconstruir a tese do relator Joaquim Barbosa e alega que o mensalão foi uma 'invenção' de Roberto Jefferson para prejudicar o ex-ministro

A defesa do ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, apresentou nesta quinta-feira (4) aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) um novo memorial para rebater as acusações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do ministro relator do mensalão, Joaquim Barbosa, de que Dirceu cometeu crime de corrupção ativa.

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No documento, a defesa de Dirceu ratifica alguns argumentos já pontuados nas alegações finais. Os advogados de Dirceu ratificam a tese de que o mensalão foi uma invenção do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), acusado na época de comandar um esquema de corrupção nos Correios.

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No memorial, os advogados de Dirceu afirmam que o relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, “atenuou a inegável intenção do ex-deputado Roberto Jefferson em prejudicar José Dirceu”.

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“Ele próprio assumiu agir pautado por ‘instintos primitivos’ e se dizia vítima de armação do então ministro da Justiça, de um procurador da República, uma juíza federal”, disseram os advogados de Dirceu em relação a Roberto Jefferson. “E é justamente o suspeitíssimo depoimento de Jefferson que norteou o voto condenatório ( de Barbosa )”, complementam os advogados.

No memorial, a defesa do Dirceu nega que a viagem de Marcos Valério a Portugal em 2005 com membros do PTB tinha o objetivo de articular apoio político em prol do PT. “As contradições entre ( Emerson ) Palmieri e Jefferson são notáveis e atestam que ambos faltam com a verdade", diz o documento. 

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