Tucano diz que 'visita de Dilma não influencia campanha' em Belo Horizonte

Participação da presidenta no palanque de Patrus na capital mineira acirra os ânimos entre os ex-aliados petistas e tucanos na capital mineira

Pedro Venceslau - Brasil Econômico |

O comando da campanha à reeleição de Marcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte minimizou a participação da presidente Dilma Rousseff no palanque de Patrus Ananias (PT). O comício, que deve acontecer hoje na capital mineira, é a grande aposta dos petistas para forçarem um segundo turno na cidade. Ao Brasil Econômico , o deputado federal Marcus Pestana, presidente do PSDB mineiro e um dos principais coordenadores políticos da campanha de Lacerda, afirmou que a presença presidencial “não terá impacto”.

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Brasil Econômico: Como avalia a presença da presidente Dilma Rousseff no palanque de seu adversário?

Marcus Pestana: É um equívoco usar a presidente como cabo eleitoral de uma campanha derrotada. O Fernando Henrique Cardoso criou um padrão de como os estadistas deviam se comportar, e Dilma devia segui-lo. Essa decisão terá impacto no futuro...

Brasil Econômico: Qual impacto?

Pestana: A presidente terá que negociar medidas difíceis em 2013 no Congresso Nacional até mesmo com a oposição. A decisão de vir para BH apequena a imagem de Dilma. O Tancredo Neves usava muito a figura da liturgia do cargo nessas horas. Presidente não pode dar canelada como em futebol de várzea. Além disso, a própria Dilma disse que o Márcio Lacerda era o melhor prefeito do Brasil.

Brasil Econômico: A presença dela pode influenciar os votos no domingo?

Pestana: A presença de Dilma não terá nenhum impacto. A população é pragmática. Ninguém em Belo Horizonte vota em padrinho. É uma bobagem tentar nacionalizar a campanha. De qualquer forma, já que vem até Minas ela podia explicar porque o PT, que está há 10 anos na presidência, não ampliou o metrô na cidade.

Brasil Econômico: Acha que a relação entre PT e PSDB na capital mineira é irreconciliável?

Pestana: Adversário não é inimigo. Não acredito em reconciliação, mas as portas estarão abertas. Em 2014, o Aécio Neves enfrentará alguém do PT na campanha presidencial. E aqui no estado deve acontecer esse embate.

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