Sessão na Câmara de Taboão da Serra termina em quebra-quebra

Manifestantes queriam a aprovação da construção de moradia populares e se revoltaram com o adiamento da votação; entrada de vidro foi quebrada e dois detidos

iG São Paulo | - Atualizada às

A votação de um projeto na Câmara dos Vereadores de Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, terminou em quebra-quebra na noite de terça-feira. Enviado pelo prefeito Evilásio Farias, o projeto pedia a desapropriação de duas áreas da cidade para sua transformação em ZEIS (Zonas Especiais de Interesse Social).

Rio: Sessão em câmara de vereadores termina com briga entre parlamentares

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O vidro da entrada foi quebrado durante a confusão na Câmara Municipal de Taboão da Serra


Porém, devido a falta de quórum - eles só tinham oito das nove assinaturas necessárias para prosseguir - a votação foi adiada, o que revoltou os cerca de 400 manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que estavam entre as 600 pessoas que acompanhavam a sessão.

De acordo com o secretário municipal de segurança e defesa civil de Taboão da Serra, Silas Santana, por volta das 21h, os representantes da organização começaram a tumultuar a sessão, gritando palavras de ordem.

Depois, eles derrubaram, a pontapés, a cerca metálica que separava o público do palco dos vereadores. Estavam presentes na Câmara, guardas civis municipais que contiveram os manifestantes com gás pimenta.

Na confusão, a porta de vidro da entrada foi quebrada e cadeiras e outros objetos foram destruídos. Cerca de 20 minutos depois, três viaturas da Polícia Militar (PM) chegaram ao local e dois foram detidos e levados para a 1º DP, mas logo foram liberados. Segundo a Secretaria Municipal de Segurança, dois guardas e dois manifestantes ficaram levemente feridos.

Um representante da Câmara dos Vereadores relatou à Secretaria de Segurança Pública que houve disparos de arma de fogo, mas não soube dizer se o tiro veio da guarda civil ou dos integrantes do movimento.

Uma cápsula de pistola calibre 380 foi encontrada no plenário por funcionários da Câmara e foi levada, junto às imagens das câmaras de vigilância, para realização de perícia.

O MTST emitiu nesta quarta-feira uma nota condenando a violência dos guardas municipais. "O maior responsável por toda a confusão é o Presidente da Câmara, que conduziu o processo de forma irresponsável, autoritária e leviama", afirmou, em referência ao vereador Macário (PT).

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Objetos foram quebrados durante confusão na Câmara Municipal de Taboão da Serra, na Grande São Paulo


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