Prefeita de S. João da Barra acusada de chefiar esquema de compra de candidatos

Presa na madrugada desta quarta-feira (02), Carla Machado (PMDB) é acusada de comprar desistências de candidaturas da oposição para garantir maioria na Câmara

iG São Paulo | - Atualizada às

A Polícia Federal prendeu na madrugada desta quarta-feira (3) a prefeita de São João da Barra, Carla Machado, e o vereador do município Alexandre Rosa, ambos do PMDB, acusados de chefiarem um esquema de compra de candidaturas de vereadores da oposição para garantir uma Câmara Municipal favorável ao candidato do partido, Neco (PMDB).

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De acordo com Paulo Cassiano, delegado da Polícia Federal da cidade, a operação Machadada foi deflagrada após a delação do esquema por três candidatos da oposição que rejeitaram retirar suas candidaturas em troca de dinheiro. A ação acontece em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). 

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A Prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PMDB) e o candidato a vice-prefeito na chapa do partido, Alexandre Rosa são liberados na manhã desta quarta-feira (03).

Cassiano aponta que o valor oferecido pela quadrilha chefiada por Carla variava conforme o "potencial eletivo" da candidatura. Em um determinado caso a quantia oferecida chegou a R$ 50 mil. Pelo menos três vereadores são acusados de terem aceito a propósta: Alex Valentim (PR), Silvana de Grussaí (PR) e Tino Ticalú (PTdoB).

Neco, candidato apoiado por Carla Machado à Prefeitura da cidade, também deve ser indiciado por formação de quadrilha. Segundo Cassiano, "existe a chance" que o MP retire a candidatura da cidade e peça a anulação dos votos dados ao candidato.

A advogada da prefeita, Pryscila Marins, negou o esquema. “A oposição criou um fato político. Isso só serviu para desestabilizar o pleito”, disse. Carla e Alexandre pagaram fiança de R$ 60mil na manhã de hoje e foram liberados.

R$ 27 milhões

Em maio de 2011, Carla Machado teve seus bens bloqueados pela 2ª Vara Federal de Campos, após um ação do MPF que a acusou de ter provocado danos à União na área da saúde entre 2005 e 2009. A Justiça condenou a prefeita a devolver R$ 27 milhões aos cofres públicos após detectar irregularidades na parceria entre o município e o Instituto do Bem Estar Social e Promoção da Saúde (Inbesps). O processo ainda aguarda a sentença.

Com Agência Brasil

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