Sem confronto entre principais candidatos, debate em Salvador esfria

Pelo formato do programa, ACM Neto e Nelso Pelegrino, que vêm travando uma agressiva campanha na propaganda eleitoral, não puderam fazer perguntas um para o outro

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A falta de um confronto direto entre os dois candidatos à Prefeitura de Salvador mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto, Nelson Pelegrino (PT) e ACM Neto (DEM), esfriou o debate promovido, na noite de segunda-feira, pela Record Bahia.

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Pelo formato do programa e por causa do sorteio feito anteriormente, os candidatos, que vêm travando uma agressiva campanha na propaganda eleitoral, não puderam fazer perguntas um para o outro e se limitaram a citar o adversário quando respondiam questões formuladas pelos demais.

Sempre que possível, Neto lembrava que o PT governa a Bahia há seis anos e dizia que havia poucos avanços nas mais diversas áreas no período. "Agora dizem que vão fazer, mas a pergunta é: Por que não fizeram?", argumentava.

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Já Pelegrino ressaltou a necessidade de parceria com os governos estadual e federal e, quando havia oportunidade, apontava que Neto critica o governo do Estado, mas não a prefeitura. "Há oito anos os aliados dele estão na prefeitura e ele fala em mudança?" O democrata, nas considerações finais, falou que o PT queria fazer do eleitor "vítima da chantagem e do medo", por atrelar o envio de recursos das outras esferas do poder à eleição de Pelegrino.

Todos os seis candidatos da disputa em Salvador participaram do debate. Com a falta do debate direto entre os protagonistas, o radialista e ex-prefeito Mário Kertész (PMDB), terceiro colocado nas pesquisas, mas mais de 20% atrás dos dois primeiros (que estão em empate técnico), tentou atrair as atenções, partindo para o ataque sobre Neto.

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Kertész já começou a série de debates entre candidatos citando o discurso em que o democrata prometeu "dar uma surra" no então presidente Luiz Inácio Lula da Silva , em um discurso no plenário da Câmara, em 2005 - o vídeo com o pronunciamento vinha sendo bastante utilizado pela campanha do PT até que a Justiça proibiu sua exibição, na semana passada.

Neto rebateu dizendo que essa discussão tinha "pouca importância para o futuro da cidade", Kertész falou que a atitude era importante "porque mostra como Neto reage quando é pressionado". O candidato do DEM, então, disse estranhar a "postura raivosa" do peemedebista. "Você (Neto) e Pelegrino estão feito Tom e Jerry (personagens de desenho animado) na campanha e vem falar que eu estou raivoso?"

O candidato do PSOL, Hamilton Assis, em determinado momento, disse que Kertész atuava, no debate, como "braço auxiliar" de Pelegrino, pelos ataques a Neto. "Não tenho nada de braço auxiliar de ninguém, o que quero é ser eleito", rebateu o ex-prefeito.

As passagens cômicas do debate ficaram para o candidato do PRTB, Rogério da Luz. Em certo momento, ao questionar as pesquisas eleitorais - nas quais aparece na última posição -, o candidato concluiu com um pedido de votos. "Você que ia votar no Tom ou no Jerry (Neto e Pelegrino), peço para que vote em mim", disse. "Eles já estão no segundo turno, não precisam do seu voto, mas eu preciso."

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