Candidatos líderes nas pesquisas em São Paulo trocam acusações na TV

No penúltimo programa antes do primeiro turno, Russomanno, Haddad e Serra reforçam ataques que já vinham sendo travados

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Os três candidatos à Prefeitura de São Paulo mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto, Celso Russomanno (PRB), José Serra (PSDB), e Fernando Haddad (PT), usaram seu penúltimo dia de propaganda eleitoral na televisão para dar sequência à troca de ataques que já vinham travando nos programas.

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Russomanno durante campanha em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo


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A propaganda dos candidatos a prefeito termina na quarta-feira (3), já que a eleição ocorre neste domingo (7). Como novidade, os programas dos candidatos Serra e Haddad exibiram peças ensinando eleitores como votar em seus números respectivos nas urnas eletrônicas. O programa foi exibido entre 13h e 13h30.

Russomanno abriu seu programa com o locutor atribuindo os ataques que ele vem sofrendo ao "desespero e leviandade" dos seus adversários. O programa também exibiu uma peça em que um eleitor critica Russomanno por ter votado contra o projeto Ficha Limpa no Congresso, quando era deputado federal. Russomanno, então, respondeu que votou para o projeto ser ainda "mais duro" do que era e o eleitor, antes desconfiado, acabou sendo convencido.

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Já o programa do petista Fernando Haddad foi iniciado com os apresentadores comemorando resultados de pesquisas de intenção de votos . "Haddad é o candidato que mais cresce nas pesquisas", disse um apresentador. O programa ressaltou ainda que o candidato tucano, José Serra, tem os maiores índices de rejeição entre os candidatos deste pleito. No fim do programa, foi mostrada uma peça ensinando a votar no número do candidato nas urnas eletrônicas.

O programa do PT também mostrou trechos de um comício em que Haddad, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , critica a proposta de Russomanno de fazer tarifas proporcionais aos usuários de ônibus, que pagariam de acordo com o deslocamento. "É uma discriminação contra o povo da periferia (que mora mais longe)", disse Haddad.

O programa também convidou espectadores para comício que Haddad fará ao lado de Lula e da presidenta Dilma Rousseff, no começo da noite desta segunda. Esse será o primeiro ato público de campanha que a presidenta fará ao lado de Haddad.

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Na abertura do programa de José Serra, um ator fez críticas ao PT pelo envolvimento de membros do partido no julgamento do mensalão - suposta compra de votos de parlamentares no primeiro mandato do ex-presidente Lula - e pela criação da taxa do lixo na administração da petista Marta Suplicy (2001-2004).

O programa também se referiu a Russomanno como uma "aventura" para a cidade, ressaltando a "falta de experiência" do candidato. Assim como o programa petista, o tucano também veiculou peça ensinando a digitar o número do candidato nas urnas eletrônicas.

Gabriel Chalita (PMDB) apresentou parte de sua biografia no programa, ressaltando seus feitos como secretário estadual da Educação. Ele também criticou Russomanno pela falta de experiência. Soninha Francine (PPS) sugeriu mudanças no modelo de administração das subprefeituras e Paulinho da Força (PDT) disse que, se eleito, irá zerar o déficit de vagas em creches no município.

Carlos Giannazi (PSOL) ressaltou em seu programa que "não tem medo de falar" e mostrou trechos de debates televisivos nos quais ele critica os três candidatos que lideram as pesquisas de intenção de votos. Ana Luiza (PSTU) criticou PT, PSDB e Celso Russomanno por estarem supostamente envolvidos em escândalos de corrupção.

Eymael (PSDC) disse que, se eleito, irá "fazer o que tiver que ser feito sem estabelecer limites". Levy Fidelix (PRTB) pediu votos para seu partido. Miguel Manso (PPL) queixou-se de não ser chamado para os debates na televisão e Anaí Caproni (PCO) não veiculou propaganda.

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