Paes volta a desqualificar denúncia de compra de apoio: 'É não-caso, é factoide'

Prefeito do Rio de Janeiro e candidato à reeleição, peemedebista rechaça acusações de que sua coligação teria acertado apoio do PTN por R$ 1 milhão: 'É importante que se investigue'

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O prefeito do Rio de Janeiro e candidato à reeleição, Eduardo Paes (PMDB), disse neste domingo (30) que "é a pessoa mais interessada numa investigação" ao comentar a decisão do procurador regional eleitoral, Maurício da Rocha Ribeiro, de pedir a abertura de um inquérito para apurar a suposta compra de apoio do nanico PTN à sua campanha, por R$ 1 milhão.

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A suspeita de abuso político e econômico veio à tona ontem, após o site da revista Veja publicar um vídeo que mostra o presidente do diretório municipal do PTN, Jorge Sanfins Esch, explicando a correligionários que impediu o lançamento de candidatura própria à prefeitura do Rio supostamente em troca de R$ 1 milhão do PMDB do Rio.

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Beth Santos
O candidato à reeleição Eduardo Paes fez carreata pelas ruas do Méier, zona norte do Rio

"É importante que se investigue. Sou a pessoa mais interessada nessa investigação. Vou até as últimas consequências. Isso é um 'não-caso', não passa de um factoide de última semana de campanha. ( O vídeo mostra ) Provavelmente um sujeito se gabando diante de amigos que receberia dinheiro, mas nada recebeu. É mais uma prova da honestidade do nosso governo. Nossas alianças não precisam entregar nada de órgão público para ninguém", disse o prefeito, que participou de uma carreata no bairro do Méier, na zona norte da cidade.

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Paes disse que o caso não terá impacto nas pesquisas de intenção de voto, que até semana passada indicavam que ele venceria o pleito no primeiro turno. "Não trabalho com a cabeça em pesquisa, mas isso tem zero possibilidade de afetar na eleição. Ele ( Esch ) disse que pediu o que não recebeu. A campanha declarou tudo que entregou para ele."

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Na gravação, Esch diz aos correligionários que o PMDB do Rio daria R$ 200 mil para custear a campanha de vereadores do PTN, em troca do apoio à candidatura de Paes. Os outros R$ 800 mil viriam da quitação de uma suposta dívida que a prefeitura do Rio teria com ele. O débito teria se acumulado durante os dois últimos mandatos de César Maia (2001-2008), época em que Esch integrava o conselho diretor da RioLuz - Empresa Municipal de Iluminação Pública. O jetom pago pelo órgão era inferior aos de outras autarquias municipais.

O presidente do PTN e os outros conselheiros iniciaram um procedimento administrativo em 2008 na prefeitura para receber o valor retroativo e corrigido. Pelos seus cálculos, ele teria a receber cerca de R$ 800 mil. O processo foi considerado improcedente e arquivado em dezembro de 2011, mas Esch disse que contava com o apoio do presidente estadual do PMDB do Rio, Jorge Picciani, para reverter a decisão.

No último sábado, a assessoria de Paes forneceu ao Estado cópias de notas fiscais já protocoladas no Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ). Os valores somam R$ 154 mil em material de campanha, como placas e panfletos, para os candidatos a vereador do PTN. Em relação aos R$ 800 mil, a assessoria disse que o procedimento foi considerado improcedente, e que nada foi pago.

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