Coadjuvante na eleição municipal, Marina diz que não faz 'cálculos pragmáticos'

A ex-senadora apoia candidatos em Fortaleza, Manaus, São Luís, Porto Alegre e Belém, mas só nesta última capital o nome apoiado por ela lidera a corrida

Daniel Aderaldo - iG Ceará |

Sem partido desde que foi alijada do PV, a ex-senadora Marina Silva está reforçando campanhas em cinco capitais brasileiras, mas negou estar costurando apoios para tentar voltar a concorrer à Presidência da República em 2014. “Eu não faço as coisas com esses cálculos pragmáticos”, afirmou, em passagem por Fortaleza na última sexta-feira (28), ao ser perguntada pelo iG sobre a repercussão das eleições municipais em seu futuro na política.

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“Se eu fosse fazer esse cálculo, eu não apoiaria as candidaturas que, provavelmente, vão estar em outros palanques”, disse, deixando escapar que pode se candidatar a algum cargo eletivo daqui a dois anos. Questionada sobre essa possibilidade, declarou: “A única coisa que eu sei, é que quero que o tema da sustentabilidade econômica, social e ambiental seja um tema relevante para o Brasil”.

Daniel Aderaldo/iG Ceará
Marina Silva foi a Fortaleza em apoio ao candidato do PDT Heitor Férrer

Com um capital eleitoral de 20 milhões de votos, conquistados quando se candidatou à Presidência em 2010, Marina foi cobiçada por vários candidatos nesta eleição. Em São Paulo, Soninha Francine (PPS) foi atrás de Marina , mas não obteve seu apoio. Na capital paulista, a ex-senadora só topou participar do programa de TV do candidato a vereador pelo PPS Ricardo Young, que foi candidato ao Senado ao seu lado em 2010.

A ex-ministra do Meio Ambiente afirmou estar empenhada em candidaturas comprometidas com a “sustentabilidade”.

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Nas capitais, Marina está trabalhando pelas candidaturas de Heitor Férrer (PDT) em Fortaleza, Adão Vilaverde (PT) em Porto Alegre, de Eliziane Gama (PPS) em São Luís, de Serafim Corrêa (PSB) em Manaus, e de Edmilson Rodrigues (PSOL) em Belém. Este último é o único dos cinco candidatos a liderar as pesquisas. Na sexta-feira, Marina esteve na capital cearense para participar de um ato de campanha de Férrer, quarto colocado nas pesquisas. 

No Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSOL) também demonstrou esse interesse. Contudo, a ex-senadora explicou que na capital fluminense, pela ligação com Aspásia Camargo (PV), decidiu ficar neutra. “Há uma dificuldade, pois são duas candidaturas com as quais tenho proximidade”. “Tenho dito que se tivermos um segundo turno no Rio de Janeiro eu estarei com o que for. Eu torço para que os cariocas produzam um segundo turno”, completou.

Novo partido

Após 30 anos de militância pelo PT e uma passagem rápida e conturbada pelo PV, Marina Silva aguarda que o movimento “transpartidário” de que participa dê origem a uma nova sigla. “A política está em crise no Brasil e no mundo. E, neste momento, eu não considero me filiar a nenhum desses partidos que estão aí colocados”. Em relação às sondagens do recém-criado PEN, ela negou a existência de um convite oficial. “Eu nunca recebi esse convite diretamente”.

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