Exército e da Marinha reforçam segurança em áreas não pacificadas do estado a partir deste sábado (29)

Agência Brasil

O Rio de Janeiro vai receber a partir de amanhã (29) tropas do Exército e da Marinha para reforçar a segurança em áreas ainda não pacificadas do estado. Além dos bairros da zona oeste da capital, as tropas serão enviadas aos municípios de Magé, São Gonçalo, Itaboraí, Rio das Ostras, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes e Macaé. A decisão foi tomada ontem pela maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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As tropas desembarcam no Rio uma semana antes das eleições municipais do dia 7. A presidenta do tribunal, Cármen Lúcia, reuniu-se com o ministro da Defesa, Celso Amorim, para conversar sobre o tema. As tropas atuarão durante o dia e a população será avisada que o objetivo da ação é garantir a tranquilidade nas eleições e que não há fins de pacificação.

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O TSE já autorizou o envio de homens da Força Nacional de Segurança para 143 municípios em nove estados (Amazonas, Amapá, Alagoas, Maranhão, Pará, Paraíba, Tocantins, Sergipe e Rio de Janeiro). O tribunal recebeu, até o começo desta semana, 474 pedidos. No caso do Rio, de acordo com plano do Ministério da Defesa e do TSE, os fuzileiros navais ficarão no conjunto de favelas que forma o Complexo da Maré.

Para o envio de tropas federais, são alocados recursos específicos. Porém, a decisão tem de ser avalizada pela presidenta Dilma Rousseff . Se a medida for aprovada pela presidenta, a decisão é encaminhada ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) que passa a informação para o Ministério da Defesa.

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No período em que as tropas estiverem nas comunidades, funcionários da Justiça Eleitoral irão atuar para combater eventual propaganda irregular e os candidatos poderão fazer campanha. A atuação das tropas federais no Rio termina no fim da apuração, no domingo (7).

“Tanto o TRE-RJ quanto o TSE querem que as pessoas possam, livremente, se expressar - quer os candidatos quer os eleitores - garantindo a liberdade democrática que vivemos no Brasil”, disse Cármen Lúcia. “[A ideia é fazer algo similar ao que ocorreu nas eleições municipais de 2008] com pequenos ajustes, mas não será inovador”, acrescentou Celso Amorim.

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